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Gerard Way, My Chemical Romance

Ethan Miller/Getty Images

“A fama foi traumatizante”. Como Gerard Way dos My Chemical Romance lidou com a depressão

“Debati-me com uma depressão grave, ansiedade e coisas do género”, confessou Gerard Way, recordando anos conturbados nos My Chemical Romance

Gerard Way, líder dos norte-americanos My Chemical Romance, recordou os anos complicados que viveu no pico do sucesso da banda, explicando que teve de recorrer a terapia para superar uma depressão grave.

"Estava a lutar contra uma depressão grave, ansiedade e coisas do género", disse o músico em conversa com Julien Baker e DeathbyRomy na plataforma "Sound Mind Live", referindo-se especialmente ao período do álbum de 2010 "Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys".

Way disse, inclusivamente, que acabou por se isolar devido à pressão que sentia. "A fama foi extremamente traumatizante. A explosão dos My Chemical Romance, que nos tornou gigantes, nunca foi uma intenção nossa. Precisei dos últimos sete ou oito anos para processar essa experiência".

"Fez com que eu não quisesse estar com pessoas nem estar aí fora no mundo. Acabou comigo a isolar-me muito", acrescentou Way, "era muito difícil para mim andar na estrada e os quartos de hotel eram lugares negros. Quando lá chegava, basicamente barricava-me lá dentro e não saía. Não deixava que limpassem o quarto e mantinha as cortinas fechadas. A estrada foi uma experiência muito negra e fria nos tempos do 'Danger Days'".

O músico explica que voltou a procurar ajuda profissional, depois de ter sido seguido por um psicólogo antes de se juntar à banda, e que faz psicoterapia há cerca de oito anos. "Passei muitos anos sem terapia, provavelmente quando mais precisava dela, e quando a banda acabou tinha muito processar, muito trabalho para fazer e muita coisa para descobrir. Tenho trabalhado muito na terapia".