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Tekashi 6ix9ine

Getty Images

“Quero ser vilão. Os vilões nunca morrem. Que se lixem os super-heróis”. Tekashi 6ix9ine, 24 anos, um artista sem medo do seu lado negro

Descrito pelo realizador de um documentário sobre si mesmo como “um ser humano deplorável”, o controverso rapper atribui à morte do padrasto, assassinado numa ida às compras, a sua passagem para o 'lado negro'. “Ele ajudava as pessoas sem pensar nele mesmo. Mas os super-heróis morrem sempre. Que se lixem os super-heróis”

Um documentário sobre a sua vida atribulada tem colocado os holofotes sobre Tekashi 6ix9ine, rapper norte-americano que cumpriu uma pena de mais de um ano de cadeia por associação criminosa.

"Supervillain: The Making of Tekashi 6ix9ine", do canal Showtime, mostra Daniel Hernandez - nome de batismo do artista - a comparar-se com Joker, o vilão da DC Comics. Contando como o jovem de 24 anos se tornou uma das figuras mais polarizadoras do rap atual, o documentário de Karam Gill, inclui uma nova entrevista a Hernandez, no desenrolar da qual este atribui ao seu padrasto o seu lado mais negro. "Eu sentia o meu padrasto como um super-herói. Ele ajudava as pessoas sem pensar nele mesmo. Mas os super-heróis morrem sempre. Que se lixem os super-heróis", afirma, recordando a sua mais óbvia figura paternal, o padrasto assassinado numa ida às compras quando Hernandez tinha 13 anos.

"Quero ser um vilão porque os vilões nunca morrem. Sou como o Joker [da DC Comics]: queres odiá-lo, mas acabas a amá-lo. Ele é o mauzão pelo qual acabas por te apaixonar. Dizes sempre 'odeio o gajo', mas não consegues evitar ver. Há algo bem lá no fundo que gosta”.

Karam Gill, o realizador do documentário, descreveu Tekashi como "um ser humano deplorável", apontando-lhe contudo "génio" na gestão exímia das suas comunidades online. “Vivemos numa era de celebridades fabricadas, na qual as pessoas podem criar personas online nada autênticas e chegar à fama sem qualquer talento ou moral. A história de Tekashi é essa: ele é alguém que percebeu o poder de ter a sua própria plataforma", as redes sociais.