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Pablo Hásel

J. MARTIN/Getty

Sérgio Godinho, Valete e Fernando Ribeiro dos Moonspell pedem libertação de Pablo Hasél

Dezenas de artistas portugueses defendem num manifesto a libertação imediata do rapper catalão detido esta semana. “Numa democracia, os artistas não são condenados a nove meses de prisão por cantar e escrever”

Numerosos cidadãos portugueses, entre os quais várias figuras ligadas à música, subscreveram um manifesto que exige a libertação imediato do rapper catalão Pablo Hásel, detido esta semana pela polícia daquela região de Espanha.

Pablo Hásel havia sido condenado a nove meses de prisão, por glorificação do terrorismo e injúrias à monarquia, mas não se entregou voluntariamente para a cumprir - o que motivou a detenção.

Os signatários deste manifesto, entre os quais se encontram músicos como Sérgio Godinho, Fernando Ribeiro (Moonspell), Capicua, Valete, Lena D'Água, Janita Salomé, Manuel João Vieira, Marta Ren, Tó Trips ou Hélio Morais (Linda Martini, PAUS), defendem que os crimes de que Pablo Hásel é acusado - como "ofensas à coroa" e "apologia do terrorismo" - são "meros instrumentos de condicionamento das liberdades políticas dos cidadãos, inaceitáveis num Estado que se apresenta como democrático e numa União Europeia que se mantém silenciosa na condenação deste ato."

Os subscritores entendem ainda que, ao proceder à detenção do músico por estes motivos, Espanha está a violar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artigo 19.º sobre a liberdade de expressão, exigindo que o governo português "se distancie da condenação do artista e da violência praticada sobre cidadãos que saíram à sua em defesa da liberdade, da democracia e da liberdade de expressão."

"Numa democracia, os artistas não são condenados a nove meses de prisão, que poderão, em cúmulo jurídico, chegar a 20 anos, por cantar e por escrever", pode ler-se neste manifesto, que é assinado, também, por artistas como VHILS ou Bordalo II.