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A opressão de Shia LaBeouf segundo FKA Twigs. Quotas mínimas de beijos, uma arma na cabeceira e “ser ator” como desculpa para a violência

Em entrevista recente, a artista britânica descreve episódios da sua relação conturbada com o ator Shia LaBeouf, que afirmava estar “dentro da personagem” e a levar a sua arte “a sério” em situações de violência

Na mesma entrevista à Elle onde afirmou que “só por milagre” sobreviveu à relação com o ator Shia LaBeouf, a artista britânica FKA Twigs pormenorizou algumas das situações que terão contribuído para a ruptura entre os dois e as subsequentes queixas de agressão sexual e maus tratos psicológicos que apresentou contra o antigo companheiro.

Tahliah Barnett, de seu nome, revela que - além das agressões de que foi vítima no Dia dos Namorados de 2019 - o abuso se manifestava de diferentes formas: LaBeouf, assinala, definia uma quota do número de vezes por dia que a namorada deveria beijá-lo; obrigava-a a assistir a documentários sobre crimes escabrosos antes de ambos dormirem; exigia que a artista dormisse despida; mantinha um arma ao lado da cama.

No processo que interpôs contra o ator, Barnett refere que temia usar a casa de banho de madrugada com medo que LaBeouf a alvejasse acidentalmente. À Elle, a artista revela também que LaBeouf fazia alarde de praticar tiro em cães vadios como forma de se preparar para o filme "The Tax Collector", de 2020. "Eu disse-lhe: 'isso e horrível, por que raio o fazes?'. E ele respondia: 'Porque levo a minha arte a sério. Não me apoias na minha arte. Isto é o que eu faço. É diferente de cantar. Eu não entro em palco para fazer umas danças. Estou dentro da personagem”.

A cantora inglesa conta também o sucedido numa viagem que o então casal fez à Jamaica, onde os seus avós vivem. O ator terá questionado uma brincadeira entre Tahliah e um empregado de mesa. "Tu não percebes. Eu sou jamaicana. Esta é a minha gente. Eu já aqui estive várias vezes, estou só a tentar ser simpática", ripostou Twigs. Shia não se mostrou convencido e, conta Twigs, obrigou-a a evitar contacto visual com todos os empregados.