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Uma parceria com o jornal EXPRESSO

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Peter Gabriel

James Quinton/Getty Images

40 anos depois, Peter Gabriel regrava canção de protesto. “O racismo que o Apartheid representava não desapareceu”

'Biko', canção anti-apartheid editada por Peter Gabriel em 1980, tem uma nova versão e com 25 convidados de luxo

Peter Gabriel gravou uma nova versão de 'Biko', canção de protesto de 1980, com 25 músicos oriundos de vários países, entre os quais figuram Angélique Kidjo, Meshell Ndegeocello e Yo-Yo Ma. A iniciativa integra o projeto "Song Around The World" da fundação Playing for Change.

Inspirada no assassinato do ativista sul-africano Steve Biko, uma das vozes mais críticas do Apartheid, regime de segregação racial que vigorou na África do Sul e Namíbia entre 1948 e o início da década de 90, 'Biko' integrou originalmente o terceiro, e homónimo, álbum a solo de Gabriel.

Esta nova versão pretende ser, segundo declarações do músico à Rolling Stone, uma chamada de atenção para a nova ascensão do "racismo e nacionalismo". "Apesar de o governo de minoria branca ter desaparecido na África do Sul, o racismo que existe em todo o mundo e que o Apartheid representava não desapareceu".

"Na Índia, em Myanmar e na Turquia, em Israel e na China, o racismo tem sido explorado, deliberadamente, como forma de obter ganhos políticos", acrescenta Gabriel, "o movimento Black Lives Matter tem tornado bastante claro o longo caminho que ainda temos pela frente para escaparmos da sombra escura do racismo".

A nova versão de 'Biko', estreada em dezembro passado no evento digital "Peace Through Music: A Global Event for Social Justice", pode ser escutada no vídeo abaixo.