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Uma parceria com o jornal EXPRESSO

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DR/Rita Carmo

Recordar é viver. O momento em que é anunciado, num Pavilhão Atlântico esgotado, que os Tokio Hotel não vão tocar

Um autêntico balde de água fria. 16 de março de 2008, gritos e lágrimas de quase 20 mil adolescentes na maior sala do país, a hoje denominada Altice Arena. Depois de muita espera (e, em alguns casos, vários dias a dormir ao relento), os fãs portugueses dos Tokio Hotel ouviram o promotor do concerto anunciar, em palco, que afinal não haveria espetáculo. O resto da banda veio pedir desculpas, mas a desfeita foi sonora

Em 2008, no pico da loucura pela banda alemã Tokio Hotel, melhor notícia não poderia haver para os milhares de fãs portugueses do que um concerto em território nacional. E pior não poderia suceder do que o espetáculo, marcado para a sala hoje conhecida como Altice Arena, ser cancelado minutos antes. Foi o próprio promotor do concerto, Álvaro Covões, a subir ao palco para transmitir a informação a uma plateia expectante que reagiu com gritos e muitas lágrimas.

Difícil de imaginar para quem não tenha acompanhado em tempo real a popularidade da banda dos irmãos Kaulitz em Portugal, a reação ao anúncio do cancelamento impressiona pela intensidade. Na altura, muitos fãs acampavam à porta do recinto há vários dias, sendo audível o choque e a desilusão da multidão.

Veja aqui o vídeo em que Álvaro Covões, da Everything Is New, diz ter "boas e más notícias", antes de três membros da banda - à exceção do vocalista Bill Kaulitz, que estava doente - explicarem a situação, em alemão.

Três meses depois, os Tokio Hotel cumpririam a promessa de regressar a Portugal, tocando no Rock in Rio e no Pavilhão Atlântico, sala na qual voltariam a ser felizes dois anos mais tarde. Depois disso, "nunca mais" regressaram ao nosso país.