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Marilyn Manson segundo Evan Rachel Wood. Racismo, antisemitismo e fascínio pelo imaginário nazi

A atriz Evan Rachel Wood pormenorizou a relação que manteve com Marilyn Manson, sustentando as denúncias que fez contra o artista. A sua herança judaica era um dos motivos dos abusos psicológicos

A atriz Evan Rachel Wood revelou mais detalhes acerca da sua relação com Marilyn Manson, alegadamente marcada por abusos físicos e psicológicos.

No Instagram, Wood acrescentou duas novas acusações à longa lista das que já foram feitas contra Manson: anti-semitismo e racismo.

Segundo a atriz, Manson ofendeu as suas raízes judaicas por diversas ocasiões. "Chamava-me 'judia' de forma depreciativa", escreveu.

"Ele desenhava suásticas na minha mesa de cabeceira quando se zangava comigo. E usava a palavra começada por 'n' vezes sem conta", continuou, referindo-se a uma palavra da língua inglesa extremamente ofensiva para com a população negra.

"Os que o rodeavam deviam rir-se. Se não o fizessem ou o criticassem, eram postos de lado e atacados. Nunca tive tanto medo na minha vida".

Wood rejeitou ainda as teorias de que a sua relação com Marilyn Manson era de base sadomasoquista. "Nunca tivemos uma relação dessas", disse. "Quando eu estava a ser torturada, o que tínhamos não era sexo. Pensava sempre que ia morrer".

Estas afirmações surgem um dia depois de o manager de Marilyn Manson ao longo dos últimos 25 anos, Tony Ciulla, ter cortado relações com o músico.

No espaço de uma semana, Marilyn Manson viu-se sem editora e agência de espetáculos. A "queda" teve início quando a atriz Evan Rachel Wood o acusou de a ter "aliciado" e abusado sexualmente.

Wes Borland, ex-guitarrista da banda de Manson, já veio a público afirmar que todas as acusações "são verdade" e Otep Shamaya, vocalista dos Otep, revelou que a atual esposa de Manson está igualmente entre as vítimas.