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Manel Cruz sobre a ‘cancel culture’: “Não podemos achar que enforcamos o gajo e o assunto está resolvido”

Casos de ‘cancelamento’ ou apagamento da obra de artistas suspeitos de terem cometido crimes suscitam em Manel Cruz a convicção de que “era importante dar um exemplo de ponderação e tentar diluir este novo pensamento populista”. “Parece que voltámos à Idade Média, em que se crucifica ou absolve alguém mediante a vontade do povo”, considera. Para ouvir no podcast Posto Emissor

Convidado do mais recente Posto Emissor, podcast semanal da BLITZ, Manel Cruz foi convidado a comentar a polémica em torno de Marilyn Manson, acusado há dias de abuso sexual por parte da ex-namorada, a atriz Evan Rachel Wood, e várias outras mulheres.

Ressalvando que lhe é impossível "averiguar o caso em particular", o músico do Porto defende que "antes de cancelar o artista, era importante dar um exemplo de ponderação e tentar diluir este novo pensamento populista”.

“Parece que voltámos à Idade Média, em que se crucifica ou absolve alguém mediante a vontade do povo”, alerta. "Não podemos achar que enforcamos o gajo e o assunto está resolvido."

Ouça a longa resposta de Manel Cruz sobre a "cancel culture" cerca da 1 hora de conversa.