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Rita Redshoes: “A minha preocupação não é a ausência de concertos, é que cuidemos uns dos outros para termos as nossas vidas de volta”

Rita Redshoes fala sobre as dificuldades atravessadas pelos profissionais da música em tempos de pandemia e explica que recorre a um “pé de meia”. “Eu ainda tenho algumas fontes onde posso beber água, mas há muita gente que não tem maneira de equilibrar as finanças”

Rita Redshoes abordou as dificuldades atravessadas pelos profissionais da música em tempos de pandemia. À revista "Caras", a artista afirma que "a profissão de artista, em qualquer das áreas - seja músicos, técnicos de som, de luz ou de montagem, por exemplo -, é inconstante, nunca se sabe bem como é o dia de amanhã".

"Eu ainda tenho algumas fontes onde posso beber água, mas há muita gente que não tem maneira de equilibrar as finanças, e essas pessoas estão a passar mal, porque também têm famílias", acrescenta.

"O facto de ser autora gera sempre direitos", diz a cantora-compositora. "Nos anos em que tive mais trabalho juntei dinheiro para alguma eventualidade. Recorro a esse pé de meia para pagar as contas e sustentar-me, não só em situação de pandemia, mas quando a carreira tem menos atividade. Infelizmente, os meus pais acabam por ter de me ajudar, quer com alimentação ou com outras coisas. Não sei quando irei voltar a trabalhar, e isto não é uma fonte inesgotável", ressalva.

Para Rita Redshoes, o mais importante neste momento é apostar na união e na ajuda ao outro. "A minha preocupação não é a ausência de concertos, é que cuidemos uns dos outros para termos as nossas vidas de volta", afirma. "Nos últimos meses perdeu-se esperança, há muita desilusão, desunião e zangas, há falta de liberdade e muita mágoa", comenta. "Não sei quanto tempo vai ser necessário até recuperarmos o que se perdeu".

Rita Redshoes refere ainda que não tem uma data de edição para o seu novo disco, que deveria ter saído em maio de 2020.