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Rita Carmo

Álvaro Covões: “Espero que a música ao vivo reabra na primeira fase. Já provámos que somos seguros”

O diretor-geral da Everything Is New deseja que o setor dos concertos reabra numa primeira fase do regresso à normalidade, de uma forma mais vincada do que em 2020, e propõe “testar, testar, testar”. “Não podemos continuar nesta maluquice”, desabafa

Álvaro Covões considera que o setor do espetáculo deverá ser dos primeiros a reabrir depois de levantado o estado de emergência provocado pela pandemia de covid-19. "Vamos reabrir outra vez, algures no tempo, e já provámos que somos seguros, portanto espero que sejamos reabertos na primeira fase", defendeu, em declarações à BLITZ, o dirigente da APEFE (Associação de Promotores Espetáculos, Festivais e Eventos) e diretor-geral da Everything is New.

"Se há sítio onde foi seguro... E é só por uma razão que somos seguros: porque cumprimos regras", continua, "obviamente que o desejável é passar para um segundo passo e conseguir viabilizar e criar mais rendimento". Covões sugere a passagem de "50% para 66%" a lotação máxima permitida nos espaços onde se realizam espetáculos: "temos de ter vários cenários, mas esse também pode ser um caminho".

"Fomos dos poucos setores em que isso não aconteceu. A aviação começou com limitações e passou para 100%, o comércio também foi nesse caminho e depois recuou. Era uma pessoa por 20 metros quadrados, passou para uma pessoa por 13 metros quadrados e depois voltou para 20 metros quadrados de novo".

Outra medida que defende é a criação de "bolhas" livres de covid, que poderá viabilizar a realização dos festivais de música no verão e é "obviamente, extensível ao desporto, aos eventos corporativos e às feiras". "A criação de bolhas significa que quem vai trabalhar ou vai assistir só entra depois de ter testado negativo", explica, "sempre nos disseram: testar, testar, testar, testar. Então pronto, vamos testar. Neste momento já temos testes certificados de saliva. Não podemos é continuar nesta maluquice”.

Relativamente ao festival promovido pela Everything is New, o NOS Alive, agendado para julho, Covões defende que não está na mesma posição do britânico Glastonbury, que se viu já obrigado a cancelar a edição de 2021. "Para terem o festival em junho tinham de começar a fazer tudo quatro meses antes, ou seja, agora em fevereiro", diz, "nós montamos o NOS Alive num mês, mas se tiver de montar em 15 dias, monto em 15 dias. Portanto, ainda temos tempo".