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Samuel Úria: "Vivemos em terreno arável para as falsas virtudes"

Alguns meses depois de lançar o álbum "Canções do Pós-Guerra", Samuel Úria reflete. "Se soubesse o que sei hoje teria feito um disco diferente"

Samuel Úria falou, em entrevista à edição do passado sábado do "Jornal de Notícias", sobre o seu mais recente disco, "Canções do Pós-Guerra", agora que se passam cerca de quatro meses sobre a sua edição.

"Se soubesse o que sei hoje teria feito um disco diferente", confessa o cantor-compositor. "Sinto que não estou a oferecer escape, mas sim a proporcionar que se chafurde ainda mais no problema", diz, atribuindo o cariz de algumas canções ao seu pessimismo.

"Não vaticinei o que ia acontecer, mas talvez por ser um pessimista crónico falo de uma série de fragilidades (...) que vim a confirmar com desgosto quando este fenómeno [da pandemia de covid-19] chegou".

Na mesma entrevista, Samuel Úria lamenta ainda "a divisão, os revisionismos, a desconfiança e o negacionismo. Vivemos em terreno arável para as falsas virtudes. É também um tempo favorável aos que arregimentam pelo medo".

Samuel Úria tem concertos marcados para o Teatro Municipal da Guarda a 14 de janeiro, o Teatro Virgínia (Torres Novas) a 15 e o Cine-Teatro João Mota (Sesimbra) a 23.