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“Cuidado” com quem gosta de Marilyn Manson e Placebo. Como o Facebook usou ‘likes’ para traçar perfis psicológicos

Em 2015, uma app chamada myPersonality escondia um propósito da Cambridge Analytica, empresa entretanto caída em desgraça: estabelecer a personalidade dos seus utilizadores com base nos gostos musicais. E foram publicadas conclusões com base em fãs de Smiths, Marilyn Manson, Placebo, Rammstein, Björk e Tom Waits, entre outros

Os fãs de artistas como os Smiths, Björk, Tom Waits, Marilyn Manson ou Placebo tiveram os seus perfis psicológicos traçados sem o saberem, noticia o jornal "The New York Times", citado pela "Pitchfork".

Um estudo realizado em 2015 pelas Universidades de Stanford e Cambridge "ofereceu" à Cambridge Analytica, empresa de análise de dados entretanto caída em desgraça, informações suficientes para poder analisar e identificar a personalidade de vários melómanos naquela rede social.

Em finais de 2015, a Cambridge Analytica viu-se envolvida num escândalo de recolha de dados de mais de 50 milhões de utilizadores do Facebook, sem o consentimento destes, de forma a construir modelos comportamentais que permitissem identificar certos tipos de votantes de forma a influenciar eleições por todo o mundo.

O estudo recorreu a uma aplicação, a myPersonality, constituída por um questionário de 100 perguntas que permitia identificar se um determinado utilizador era mais aberto, reto, extrovertido ou até neurótico. Estes mesmos métodos foram utilizados, mais tarde, para determinar que eleitores poderiam ver-se mais dispostos a votar em Donald Trump.

As conclusões do estudo revelam que os fãs de Björk ou Tom Waits são mais "abertos", os de Gucci Mane mais "extrovertidos" e de Marilyn Manson, Rammstein ou Placebo menos dispostos a chegar a um consenso.