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Ministra da Cultura lembra Carlos do Carmo como "uma das maiores referências do fado"

Graça Fonseca reagiu à morte do fadista na conta oficial do Ministério da Cultura da rede social Twitter

A ministra da Cultura recordou Carlos do Carmo como "uma das maiores referências da interpretação do fado, que mostrou sempre uma especial preocupação com a divulgação desta forma de música".

Na rede social Twitter, na conta oficial do Ministério da Cultura, Graça Fonseca recordou também o dia em 9 de novembro de 2019, quando foi concedida a Medalha de Mérito Cultural a Carlos do Carmo. No mesmo dia em que o fadista dava o seu último concerto, no Coliseu de Lisboa, o Governo português destacou o seu "inestimável contributo" para a música portuguesa.

"Num gesto simultâneo de agradecimento e de reconhecimento pelo inestimável trabalho de uma vida dedicada à divulgação do Fado e da música portuguesa, difundindo em Portugal e no estrangeiro a cultura e a língua portuguesas, ao longo de mais de cinquenta anos, entende o Governo Português prestar pública homenagem a Carlos do Carmo, concedendo-lhe a medalha de mérito cultural", lia-se no texto biográfico.

No mesmo dia em que o Governo entregava a medalha ao fadista, num artigo publicado no Expresso, o primeiro-ministro, António Costa, escrevia: "Seguramente que o mais notável contributo de Carlos do Carmo para a Cultura portuguesa é a forma como militantemente renovou o fado e o preparou para novas colheitas. Sim, Carlos do Carmo não é só um notável fadista, que o público, a crítica e um Grammy consagraram. Desde logo, porque canta muito mais que o fado, como os tributos que presta aos seus ídolos Brel ou Sinatra bem demonstram. Mas porque é mesmo um militante do fado".

António Costa, que também j]a reagiu à morte do artista, sustentou na altura que foi com militância que Carlos do Carmo "libertou o fado do estigma de símbolo da ditadura e o renovou no Portugal de Abril".