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Luís Barra

Marisa Matias recorda Carlos do Carmo: "expoente máximo" da cultura e da reflexão sobre o país

A coordenadora do BE, Catarina Martins, que acompanhou a visita, remeteu a sua reação a este tema para a publicação que já tinha feito na rede social Twitter: "Aquela extraordinária voz que canta como quem simplesmente conversa. Continua a falar-nos, nestas manhãs e nas que hão de vir"

A candidata presidencial e dirigente do BE, Marisa Matias, recordou esta sexta-feira Carlos do Carmo como "um expoente máximo" da cultura e da reflexão sobre o país, considerando que a sua morte é "uma forma muito triste de começar" 2021.

"É uma forma muito triste de começar este ano de 2021. Falamos de uma pessoa que não foi apenas um expoente máximo da cultura, mas foi também um expoente máximo na reflexão, em ajudar-nos a pensar o país, ajudar-nos a construir um país melhor", afirmou Marisa Matias, questionada pelos jornalistas no final de uma visita à Casa do Lago, um centro de apoio a vítimas de violência doméstica em Lisboa.

"É sem dúvida uma falta enorme que nos fará o Carlos do Carmo", acrescentou.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, que acompanhou a visita, remeteu a sua reação a este tema para a publicação que já tinha feito na rede social Twitter.

"Carlos do Carmo, 1939-2021. Em manhãs como esta, na casa dos meus avós, no gira-discos estaria 'Um Homem na Cidade'. Aquela extraordinária voz que canta como quem simplesmente conversa. Continua a falar-nos, nestas manhãs e nas que hão de vir", escreveu a líder bloquista.

Carlos do Carmo morreu hoje, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, era filho da fadista Lucília do Carmo e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964.

Vencedor do Grammy Latino de Carreira, que recebeu em 2014, entre outros galardões, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do 'Canecão', no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

O cantor despediu-se dos palcos em 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

A publicação do seu derradeiro álbum, "E Ainda?", prevista para o passado mês de novembro, foi anunciada hoje, para este ano, pela discográfica Universal Music.

O Governo decretou um dia de luto nacional para segunda-feira, pela morte de Carlos do Carmo.