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Dino D'Santiago critica falta de representatividade na versão nacional do filme "Soul": "Em mais de 20 personagens apenas uma é negra?"

O músico insurge-se contra o facto de as dobragens do novo filme da Pixar terem ficado a cargo de atores brancos, perguntando qual seria a reação se um filme sobre fado fosse dobrado por atores negros

Dino D'Santiago insurgiu-se contra a falta de representatividade na dobragem portuguesa do novo filme da Pixar, "Soul", que conta com diversas personagens negras.

O músico começou por revelar ter sentido "entusiasmo ao imaginar quem seriam os atores que fariam a dobragem das personagens na versão americana e, claro, na versão portuguesa", antes de criticar as escolhas feitas entretanto.

"'Soul' é um filme que começou a ser desenhado em 2016, e que levou a Pixar num processo muito rigoroso na escolha dos argumentistas, realizadores, equipa técnica e, por fim, os atores que dariam vida a este que seria um puro manifesto na luta contra a iniquidade existente na indústria do entretenimento", continuou.

"A Pixar formou um grupo para reunir vários afro-americanos em debates sobre [a personagem] Joe. A ideia era garantir que todos estivessem confortáveis com a representatividade do filme", estreado num ano que, para Dino D'Santiago, "representou um dos anos mais importantes na história da humanidade na luta contra o racismo".

"Não existe representatividade da cultura afro-portuguesa num elenco que conta com mais de vinte personagens, e apenas uma é negra?", questionou. "Façamos de conta que a Pixar decide fazer um filme sobre a história do fado e todos os attores que farão as dobragens e cantarão aquele que é o Património Imaterial da Humanidade pela Unesco são negros! Qual seria a manifestação?"

Leia o post de Dino D'Santiago, na íntegra: