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Billy Corgan: “A melhor frase sobre mim vinda de um troll é: não gosto do Billy, mas gosto da música”

“A personagem Billy foi mesmo boa para o negócio”, comenta o líder dos Smashing Pumpkins, refletindo sobre os altos voos da década de 90 numa entrevista particularmente sumarenta onde fala de mal-entendidos e os efeitos da fama

Billy Corgan deu uma entrevista à Apple Music, na qual abordou a forma como a fama o afetou pessoalmente.

O líder dos Smashing Pumpkins, que cresceu numa família "de classe média-baixa", afirmou ter tido "sorte", mas acrescentou: "Posso queixar-me dos meus problemas estúpidos de estrela rock ao mesmo tempo que respeito alguém que cresceu como eu cresci, ou pior".

Ainda assim, Corgan não esconde que a fama pode levá-lo a fazer "ouvidos moucos". "Tens um casaco de 3 mil dólares, guias um carro de 150 mil, e queixas-te da forma como a editora ignorou o teu disco...", disse.

O músico viu-se assim inspirado a criar uma personagem, até porque, afirmou, "a melhor frase sobre mim vinda de um troll é: não gosto do Billy, mas gosto da música".

"Funciona quando vendes discos e és popular. Não é uma boa ideia quando não tens o mesmo sucesso, porque aí o artista se confunde com o rancor. As pessoas sonham com o Tupac e o Jim Morrison ainda vivos porque não querem abandonar as personagens. A personagem Billy foi mesmo boa para o negócio", explicou.

Para William Corgan, no entanto, não foi assim tão boa: "É uma ideia horrível, mas nasceu do seu tempo, da minha juventude, da minha insegurança. Não sei se teria sobrevivido".