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A 1 de abril, Adam Schlesinger morreu vítima de covid-19. Agora, a comediante Sarah Silverman conta como o viu desaparecer

O testemunho de Sarah Silverman, que perdeu o amigo de longa data, o músico dos Fountains of Wayne que a atriz não viu um único dia doente

A comediante Sarah Silverman esteve à conversa com Howard Stern, revelando que ainda se sente "chocada" com a morte de Adam Schlesinger, vítima de Covid-19.

Silverman e Schlesinger eram amigos de longa data, e estavam a trabalhar juntos numa adaptação para a Broadway de "The Bedwetter", livro de memórias da comediante.

"Juntámo-nos aos guionistas e ao diretor, antes de começarmos com os ensaios, e no dia seguinte fechou tudo", contou.

"Uns dias mais tarde, ele manda-me uma mensagem a dizer que tinha apanhado esta coisa, que estava com 39º de febre e que tinha tosse".

Ao longo dos dias subsequentes, Silverman continuou a receber atualizações do estado de saúde do seu amigo e colega, que acabou hospitalizado e a lutar contra uma pneumonia - até que Schlesinger parou de enviar mensagens.

"Fiquei nervosa, liguei ao hospital e disseram-me que tinha tido alta", disse, mas essa informação estava errada: o músico havia sido transferido para um hospital só para doentes Covid-19.

"Ligaram-no a um ventilador e recorreram a um tratamento experimental. Durante três dias ele melhorou, mas o médico disse-nos para sermos otimistas com precaução. E, a 1 de abril, [Schlesinger] morreu".

Quase oito meses depois, Silverman diz-se "chocada" com a morte do amigo, o qual não viu um único doente. Não só isso, como ainda estranha o facto de a namorada e as filhas de Schlesinger não terem adoecido, mesmo estando junto deste. "Não existe um padrão", afirmou.