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Morrissey despedido da editora. “É o implacável terror de 2020”

O ex-Smiths foi dispensado da BMG e todos os planos de edição da sua música foram cancelados. Leia a reação do artista

Morrissey foi despedido pela sua editora, a BMG, com a qal assinou em 2017.

Num comunicado publicado no seu website, o músico culpa "o implacável terror de 2020" como o motivo na base da sua saída.

"Todas as edições e reedições agendadas foram canceladas", pode ler-se. O despedimento de Morrissey terá sido potenciado pela entrada, na BMG, de um novo diretor-executivo.

Esse mesmo diretor, argumenta o ex-Smiths, "anunciou novos planos para tornar o catálogo da BMG mais 'diversificado'".

"Esta notícia vai ao encontro daquilo que é o implacável terror de 2020", continua. "Seria uma loucura esperar algo de positivo".

"Os meus três álbuns com a BMG foram os melhores da minha carreira, e defendê-los-ei até à morte. Gravá-los foi um período fundamental da minha vida. Ainda é importante para mim fazer música à minha maneira, e não quereria estar numa editora que dita, de forma tão específica, como os seus artistas se devem comportar".

Nos últimos anos, Morrissey tem gerado várias polémicas extra-musicais, através do seu apoio a partidos políticos de extrema-direita e de afirmações consideradas racista - algo que poderá ter influenciado a decisão da BMG.