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RCA Club, em Lisboa

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RCA Club de Lisboa lembra “casas irmãs que encerraram portas de vez” mas promete “não desistir”. “Juntos somos mais fortes”

A sala de concertos do bairro lisboeta de Alvalade publicou uma longa declaração onde explica as dificuldades que tem enfrentado desde o encerramento das portas em março. Nela são também evocadas as “casas irmãs” que não resistiram ao fecho prolongado, de Vila Real a Portimão, passando por Lisboa. “As casas onde as bandas de rock e metal poderiam atuar ao vivo começam a escassear e em breve também as bandas”, pode ler-se

A sala de concertos rock RCA Club, em Lisboa, publicou uma declaração na qual são evidenciadas as dificuldades sentidas desde o fecho de portas, em março, devido às restrições provocadas pela pandemia de covid-19.

"Desde há um mês que estamos a tentar reatar as nossas atividades, mas as limitações de público impostas não nos permitem sequer cobrir as despesas necessárias para tal", por ler-se. "Ficamos muito felizes de ver casas noutros concelhos que conseguiram abrir portas ao público com lotações reduzidas e controles de custos sustentáveis no limite [mas] no caso do RCA Club [o mesmo] é incomportável. Enquanto sala de espetáculos desenhada para espetáculos mais 'musculados', não nos é de todo possível [reabrir]".

Os responsáveis pela sala afirmam que desde o encerramento, há 8 meses, solicitaram apoios às autoridades mas afirmam não ter obtido respostas positivas. Em maio e julho, iniciativas experimentadas de transmissão de concertos em streaming revelaram-se "riscos financeiros muito grandes". O espaço de Alvalade, que em 2019 recebeu concertos de Alcest, Agnostic Front, Wayne Hussey (The Mission), Discharge e Sick of It All, entre outros, afirma que esgotou os recursos financeiros, sobrevivendo por via de "donativos de centenas de anónimos, bandas, editoras, rádios online, e toda uma série de personalidades dos mais variados quadrantes da nossa comunidade", beneficiando da renegociação do contrato de arrendamento com o senhorio.

O RCA aponta o encerramento de várias salas em todo o país, citando o Popular e o Sabotage, em Lisboa, o Decibel, em Setúbal, o Marginália, em Portimão e o Club de Vila Real, "entre outras por este país fora". "As casas onde as bandas de rock e metal poderiam atuar ao vivo começam a escassear e em breve também as bandas", alerta.

"Não somos criminosos, mas sim cidadãos que apenas gostam da música ao vivo 'mais pesada'. E juntos somos muito fortes. O RCA Club não vai desistir", remata o comunicado.