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Rita Carmo

Paulo Gonzo: “Aprendi a fazer canções pop para vender. Se não podes vencê-los, junta-te a eles”

Esteve quase vinte anos décadas à procura do sucesso, que só surgiu de forma continuada quando enveredou por um registo pop e firmou a sua opção pelo canto em português. “Artisticamente nunca me senti culpado de nada”, afirma. Para ouvir no podcast Posto Emissor

No Posto Emissor desta semana, Paulo Gonzo fala sobre o momento em que, cantando em português e num registo mais pop do que até aí, se torna um fenómeno de vendas nos anos 90.

Após 20 anos de carreira - os primeiros dez 'ao serviço' da Go Graal Blues Band, nas margens dos blues e do rock -, Paulo Gonzo conhece com “Fora d'Horas”, em 1995, os primeiros grandes êxitos em português ('Acordar' à cabeça), tendo sido eleito Melhor Voz Masculina no BLITZ - Prémio de Música 1995; dois anos depois, com a coletânea "Quase Tudo" consegue seis Discos de Platina, para tal feito tendo muito contribuído uma nova versão de 'Jardins Proibidos' e o tema-título.

As razões para o sucesso tardio, admite, passaram por um reajuste ao formato pop. Paulo Gonzo dixit: "Artisticamente nunca me senti culpado de nada, pelo contrário. Mas se não podes vencê-los, junta-te a eles. Aprendi a fazer canções pop para vender. Por isso é que uma multinacional assinou comigo e me manteve lá. Mas nunca fui obrigado a fazer nada que não quisesse".

Para ouvir no podcast da BLITZ a partir dos 26 minutos e 18 segundos: