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Samuel Úria

Joana Linda

Direita portuguesa contra o Chega. Samuel Úria é um dos signatários da carta aberta

“É preciso deixar bem claro que as direitas democráticas não têm terreno comum com os iliberalismos”, pode ler-se em carta aberta publicada esta terça-feira no jornal “Público”, assinada por personalidades de vários quadrantes como Pedro Mexia, Henrique Raposo, Adolfo Mesquita Nunes ou o músico Samuel Úria

Samuel Úria é um dos signatários da carta aberta publicada na edição desta terça-feira do jornal "Público".

A propósito de uma "inquietante deriva e insustentável amálgama na política europeia e americana", que caracterizam como "nacionalista, identitária, tribal", vários nomes da política, jornalismo e de outras áreas consideram que a deriva "deve ser enfrentada, (...) sem cumplicidades nem tibiezas".

"Uma coisa é os movimentos nacional-populistas, xenófobos e autocráticos assumirem aquilo que são; outra, mais grave, é o espaço não socialista deixar-se confundir com políticos e políticas que menosprezam as regras democráticas, estigmatizam etnias ou credos, acicatam divisionismos, normalizam a linguagem insultuosa, agitam fantasmas históricos, degradam as instituições".

"A aceitação desta amálgama ideológica por parte das direitas democráticas constitui uma afronta à sua história e o prenúncio de um colapso moral. Trump não é Lincoln, T. Roosevelt ou Reagan. (....) O espaço da centro-direita e da direita portuguesa não é o do extremismo, seja esse extremismo convicto ou oportunista".

Ainda que não refiram de forma direta a causa próxima desta carta, tudo indica que os signatários se refiram à recente aliaça entre PSD e Chega, nos Açores.

"Não contestamos a legitimidade dos novos movimentos de direita, nem ignoramos as razões de descontentamento e exasperação dos seus apoiantes. Mas não se responde à deriva com a amálgama. É preciso deixar bem claro que as direitas democráticas não têm terreno comum com os iliberalismos. É essa clareza que defendemos", concluem Adolfo Mesquita Nunes (ex-deputado do CDS), Teresa Caeiro (ex vice-presidente da Comissão Política Nacional do CDS-PP), os jornalistas Francisco José Viegas ou Inês Teotónio Pereira, o escritor e colunista Henrique Raposo e o músico Samuel Úria, entre muitos outros.

Samuel Úria falou de política (e muito mais) no podcast da BLITZ, Posto Emissor. “Termos um André Ventura numa segunda volta das Presidenciais? Caramba. Não estou para aí virado”, afirmou. Pode ouvir aqui.