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Ornatos Violeta em 2019

Fernando Veludo/NFactos

Manel Cruz e os Ornatos Violeta: “Durante a quarentena fizemos coisas. E temos muito mais na gaveta do que as que já publicámos”

Manel Cruz, que esta quarta-feira toca em nome próprio em Lisboa, revela que voltou a reunir-se com os restantes elementos dos Ornatos Violeta na primeira metade do ano. “O futuro ao futuro pertence”, afirma

“Sempre que toco com os Ornatos fico o ano seguinte a ressacar porque é tudo muito intenso. Um ano à volta dos Ornatos são dois para mim, depois preciso de voltar à realidade porque aquilo é um ovni para mim”. As palavras são de Manel Cruz, em entrevista à edição desta quarta-feira do jornal i. Quanto à possibilidade de voltar a reunir a banda para concertos, como aconteceu em 2012 e 2019, o músico do Porto responde: “Acho que não. Já não há regresso como o primeiro - só se regressa uma vez -, o segundo também foi fixe, mas não pensamos muito nisso”.

Na mesma entrevista, Manel Cruz comenta a possibilidade de os Ornatos Violeta voltarem a lançar música nova. “O futuro ao futuro pertence. Durante a quarentena estivemos juntos e fizemos umas coisas, mas temos muito mais coisas na gaveta do que já publicadas. Um músico anda a trabalhar para mais tarde, na reforma, ter alguma coisa com que se entreter, a ouvir os nossos minidiscs e todos os ficheiros que temos guardados”.

O papel da Ministra da Cultura durante a pandemia foi também tema de conversa. “Perde-se muita energia em ataques e defesas e raramente vejo as questões certas a serem colocadas. É preciso começar por perceber quem são os agentes da cultura. São managers, road managers, stage managers, roadies, runners, stagehands, técnicos de luz, técnicos de som, bookers, produtores, diretores de comunicação, coreógrafos, aderecistas, maquinistas, assistentes de sala, encenadores, e diria muitos mais sem ter de falar de atores e músicos. Que tal ouvi-los em horário nobre e com tempo?”, sugere Manel Cruz, elogiando o papel da União Audiovisual, que tem recolhido alimentos para entregar aos trabalhadores do meio (logo à noite, no concerto no Teatro Maria Matos, que começa às 20h30, será possível contribuir).