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Fernando Ribeiro, dos Moonspell

Rita Carmo

Fernando Ribeiro (Moonspell): “Eu vivia na Brandoa e o Dia dos Finados era o dia em que íamos visitar as gavetas dos antepassados”

“[Neste dia] calçávamos sapatos apertados de verniz e íamos aos cemitérios. Contribuiu para a minha formação gótico-depressiva”, afirma à BLITZ o líder dos Moonspell

Fernando Ribeiro recordou, em declarações ao Posto Emissor da BLITZ, as suas recordações do Dia de Finados, ocasião que em Portugal se celebra dois dias depois do Halloween, de tradição anglosaxónica.

"[Quando era miúdo], vivia na Bradoa e o Dia dos Finados era o dia em que calçávamos sapatos apertados de verniz e íamos aos cemitérios - ao cemitério de Barcarena, por exemplo, que é muito deprimente, para visitar as gavetas dos nossos antepassados. Tudo isso contribuiu para a minha formação gótico-depressiva suburbana".

Sobre a ligação dos Moonspell a este universo, Fernando Ribeiro partilha uma memória curiosa: "Certa vez chegámos ao cinema São Jorge [em Lisboa] de carrinha funerária. Foi uma experiência bastante sufocante. Apanhámos a carrinha no Ritz e eu cumpri um dos meus grandes sonhos. Lá atrás, onde vai o caixão, não há respiração, fica tudo embaciado muito rapidamente. Vinham carros atrás e eu fiz aquela mão dos filmes de terror, no vidro".

O concerto de Halloween que os Moonspell dão anualmente acontece a 6 de novembro no teatro Pax Julia, em Beja. O espetáculo esteve anunciado para 31 de outubro, mas teve de ser adiado devido à limitação de circulação entre concelhos, em contexto de pandemia. Os bilhetes físicos já estão esgotados mas ainda é possível garantir acesso ao streaming.

"Tornar a fazer eventos é quase como andar na fisioterapia: levámos um grande trambolhão e agora temos de dar passinhos de bebé, com qualidade, com originalidade", ilustra Fernando Ribeiro.

Pode ouvir o podcast com o vocalista dos Moonspell aqui.