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Morreu o rock and roll. Quem o diz é Keith Richards

“Não há rock and roll novo. Já não vale a pena”, afirma perentoriamente o guitarrista dos Rolling Stones. Leia a sua ‘tese’

Keith Richards proclamou, em certa medida, a morte do rock and roll. Em entrevista à revista Rolling Stone, e questionado sobre se há alguma banda, dentro do panorama rock atual, que colha os seus favores, o homem dos riffs dos Stones foi perentório: "Não há rock and roll novo".

"Já não vale a pena. Há grandes músicos e alguns grandes cantores. Mas na música já foi tudo sintetizado, e quando assim é não há nada a sério".

Para Keith Richards, o segredo continua a estar presente nos blues: "Toda a música popular, desde que a conseguiram gravar, se baseia nos blues. Isso não significa que se tenha de entender todas as canções country blues, ou do Blind Lemon Jefferson, mas a sua ordem baseia-se nisso. E progride a partir daí".

"Querem saber o que os negros fizeram pelo mundo? Ouçam a música", afiançou. "É uma expressão que toca toda a gente. Brancos, amarelos, coisinhas peludas. Estes discos permitiram tocar as pessoas".

"Ao longo da história desta música, a influência dos blues é gigante, tem apenas cores diferentes. No swing dos anos 30 e 40, no Louis Armstrong... Não preciso de continuar, pois não?", rematou.