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O que diz um documento privado da administração Trump: “Billie Eilish está a destruir o nosso país e tudo aquilo em que acreditamos”

Foi revelada pelo Washington Post uma 'lista negra' de músicos mantida pelo governo de Donald Trump na preparação do lançamento de uma 'campanha de esperança' que envolve figuras públicas. Billie Eilish faz parte do rol de nomes vetados, mas não é a única artista riscada. Por outro lado, é também revelado o conjunto de nomes aprovados

Perante o cenário pandémico, o governo dos Estados Unidos gizou uma campanha de publicidade avaliada em 250 milhões de dólares com o objetivo de "derrotar o desespero e inspirar esperança" ao longo da pandemia de covid-19. Noticia agora o Washington Post, que teve acesso a um documento privado, que a campanha foi interferida pelo Secretário de Relações Públicas, Michael Caputo, que propôs que o lema dos anúncios fosse "Ajudar o Presidente a Ajudar o País".

As motivações políticas orientaram a campanha, com o recrutamento de consultores que tentaram vetar vários nomes de figuras públicas de forma a não incluir vozes críticas do governo Trump. O caso de Billie Eilish merece maior detalhe: a jovem cantora foi vetada porque, lê-se no documento revelado pelo Washington Post, não só "não é apoiante de Trump", como "está a destruir o país e tudo aquilo em que acreditamos".

Jennifer Lopez, Christina Aguilera, Adam Levine (Maroon 5) e Justin Timberlake também foram recusados, com a justificação de que todos eles são liberais que apoiam Obama e os direitos dos homossexuais.

Admitidos pela campanha estão músicos como Billy Ray Cyrus (pai de Miley Cyrus), Enrique Iglesias, Miranda Lambert, Garth Brooks e Marc Anthony, bem como o ator Dennis Quaid.