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Red Hot Chili Peppers

Jonn Frusciante explica porque voltou aos Red Hot Chili Peppers. “A química ainda é evidente”

"Foi como voltar à minha família. Estou extremamente confortável com eles". O eterno guitarrista dos Red Hot Chili Peppers falou sobre as gravações do novo álbum da banda e do regresso, dez anos depois

John Frusciante, guitarrista norte-americano que já entrou e saiu da formação dos Red Hot Chili Peppers várias vezes, falou sobre o regresso dez anos depois de ter abandonado o coletivo. Em entrevista à rádio australiana Double J, o músico assumiu que a química entre os elementos da banda "ainda é evidente" e falou sobre as gravações do novo álbum.

"Foi como voltar à minha família. Estou extremamente confortável com eles", diz, "foi como se não se tivesse passado tempo nenhum. Basicamente, estamos todos mais confortáveis do que nunca uns com os outros". E explica também que a decisão de abandonar a banda em 2009 se deveu a questões de ego". "Passei metade da minha vida na banda e metade fora da banda. Precisava disso para manter as coisas frescas e garantir que não me ia tornar uma daquelas pessoas que nunca quis ser, que só se repetem e se tornam demasiado confortáveis com a mentalidade e o estilo de vida de estrela rock".

Elogiando os seus colegas, dizendo que Flea, Anthony Kiedis e Chad Smith são ótimas pessoas com quem partilhar uma banda, Frusciante diz que conheceu outros músicos que se deixam levar pelo ego. "Eles sabem manter os pés no chão e as cabeças bem arrumadas", acrescenta, "não há outras pessoas com quem preferisse tocar guitarra".

"O que achei mais excitante quando comecei a tocar com eles [novamente] foi ver o que podia fazer com uma guitarra. Nos últimos 12 anos, a guitarra era apenas um instrumento com o qual eu ensaiava e não é uma grande parte da música que faço [a solo]", explica Frusciante, "portanto a ideia era ver quantos mundos diferentes eu conseguia sacar de uma Stratocaster".

O músico diz que noutros álbuns usava várias guitarras mas que neste, até ao momento, fez tudo com apenas uma. "Estou apenas a tentar fazer com que a guitarra fale de diversas formas e diga algo diferente em cada tema. É um desafio musical". Acrescenta ainda que está a trabalhar com o baterista Chad Smith de forma diferente. "Antes, eu nem sabia a diferença entre os diferentes pratos. Agora, sou um baterista à minha maneira, com beats e caixas de ritmo. As baterias são muito mais loucas do que as que fizemos antes".

Recorde-se que os Red Hot Chili Peppers regressam a Portugal para atuar na edição de 2021 do NOS Alive. O concerto está marcado para o dia 8 de julho. O próximo álbum da banda, ainda sem data de edição confirmada, será o primeiro a contar com Frusciante - que editou recentemente um álbum a solo intitulado "Maya" - desde "Stadium Arcadium", de 2006.