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Sigur Rós perto da bancarrota. “Passámos anos a promover a Islândia, agora tratam-nos como criminosos”

"Fomos acusados e julgados duas vezes pelo mesmo crime". Os islandeses Sigur Rós estão com problemas legais devido a suspeitas de evasão fiscal

Os islandeses Sigur Rós estão a ser julgados uma segunda vez por alegada evasão fiscal e dizem estar perto da bancarrota. A banda foi acusada, no ano passado, de não ter pago mais de 900 mil euros em impostos referentes ao período entre 2011 e 2014.

Culpando a sua equipa financeira, a banda declarou-se culpada na primeira audiência em tribunal e pagou a quantia em falta, multas e juros. Contudo, o grupo enfrenta agora um segundo julgamento, pela mesma situação, num tribunal diferente e arrisca-se a pagar 200% do total da dívida ao fisco.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a banda defende que ser julgada uma segunda vez pelo mesmo caso é "uma violação da convenção europeia de direitos humanos" e alguns dos elementos ameaçam abandonar o país.

"Não negamos que fizemos algo de errado. Esforçámo-nos por resolver o assunto, descobrimos o que se passou e pagámos o dinheiro", diz o baixista Georg Holm, "mas agora levam-nos novamente a tribunal pela mesma coisa. Não estamos acima da lei na Islândia, mas a lei não está correta".

Holm diz ainda que a culpa foi do contabilista da banda, Gunnar Ásgeirsson, da empresa PwC, "nós somos músicos e contratámos pessoas que pensávamos que eram as melhores do mundo. E ele falhou-nos". Por seu lado, o vocalista, Jónsi Birgisson, declarou: "Passámos anos a promover a Islândia, agora tratam-nos como criminosos".

Num comunicado oficial, divulgado pelo NME, o grupo diz-se vítima de uma "perseguição injusta e draconiana pelo governo islandês" e acusa o executivo de tentar apresentá-los como "evasores fiscais deliberados", coisa que negam veementemente.

"Fomos acusados e julgados duas vezes pelo mesmo crime, os nossos bens estão congelados há anos, estamos em risco de ruína financeira e, por isso, pedimos ao governo islandês que revogue estas leis que afetaram numerosos negócios islandeses", lê-se ainda no comunicado. O governo recusa-se a comentar.