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David Fonseca

Rita Carmo

David Fonseca: “Apesar de adorar fazer versões, prefiro o karaoke, essa arte popular que nunca desilude ninguém”

“A última coisa que quero é acabar a cantar as minhas canções numa festa de amigos”, graceja o músico de Leiria, assumindo-se fã de karaoke

David Fonseca assumiu "adorar fazer versões" mas diz que em reuniões de amigos raramente pega na guitarra porque poucas vezes memoriza "os acordes das canções dos outros". "Na realidade, só sei tocar as minhas canções. E não todas, porque são muitas", assume o artista, "e como a última coisa que quero é acabar a cantar as minhas canções numa festa de amigos, escondo as guitarras todas antes de alguém entrar em casa. Prefiro o Karaoke, essa arte popular que nunca desilude ninguém".

Num texto partilhado no seu blogue, o músico de Leiria partilha versões de 'Baby Can I Hold You' de Tracy Chapman e de 'Something Just Like This' dos Chainsmokers com os Coldplay, feitas na última semana, e explica como começou a cantar temas de outros artistas. "Não há nenhum músico na terra que tenha começado a tocar um instrumento sem primeiro aprender com aqueles que o ensinaram a ouvir. Lembro-me que quando peguei na guitarra com 16 ou 17 anos, queria aprender as canções todas dos Pixies e dos Prefab Sprout".

Assumindo que as canções dos Prefab Sprout eram muito complicadas para um "iniciante", diz que preferiu começar com "as canções punk-rock dos Pixies" na sua guitarra EKO. "Como não soava a nada do que eu pretendia, tirei-lhe as cordas de nylon e substituí-as por cordas de aço, o que acabou destruir a guitarra no espaço de 2 anos", acrescenta, "nunca usei uma palheta porque nunca ninguém me disse que era suposto. Ainda hoje não sei usar uma".

Fonseca compara ainda o prazer de fazer versões a "voltar onde já se foi feliz sem ter ninguém por cima do nosso ombro a chatear-nos com clichés derrotistas". "Há quem diga que as versões geralmente destroem os originais, mas eu acho que não há nenhum músico que não se sinta lisonjeado por ouvir as suas canções nas vozes e instrumentos de outros. Eu já fiz centenas de versões ao vivo e já gravei algumas em disco, mas é sempre um prazer quando me convidam para voltar a fazê-lo".