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Rita Carmo

Tim: “Houve uma fase dos Xutos em que fomos muito displicentes. Dávamos o concerto para chegar o mais depressa possível à discoteca”

“Lamento não termos tocado tão bem em certos concertos”, reconhece Tim, refletindo sobre um período da carreira dos Xutos & Pontapés em que as solicitações da noite se impuseram. “Chegou a um ponto em que era impossível”, assume o músico de 60 anos no podcast Posto Emissor

Com álbum a solo, “20-20-20”, acabado de editar, Tim - a voz e o senhor do baixo dos Xutos & Pontapés - foi o convidado da mais recente edição do podcast Posto Emissor.

Refletindo sobre todo o seu percurso, indissociável dos Xutos & Pontapés, Tim não se furtou a apontar alguns 'tropeções' do passado, lembrando um período em que, assume, a banda foi "displicente" na sua vida de estrada.

"Posso lamentar não termos tocado tão bem em certos concertos. Houve uma fase da nossa vida em que fomos muito displicentes. Dentro do grupo, dizia-se que dávamos o concerto para ver se chegávamos o mais depressa possível à discoteca, à festa", conta. "Mas chegou a um ponto em que era impossível, só o Zé Pedro é que aguentava aquilo um bocado porque íamos para um sítio e, em vez de nos estarmos a divertir, estávamos a responder às solicitações das pessoas. Ainda não havia selfies, mas já havia autógrafos. Havia noites em que não despegávamos do balcão", recorda.

Para ouvir no Posto Emissor a partir dos 12 minutos e 20 segundos: