Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

#aovivooumorto. Salas de concertos e clubes em Portugal juntam-se para não fechar as portas

Lux Frágil, Hard Club, Casa Independente, Maus Hábitos e Musicbox estão entre as salas de espetáculos que se juntam ao movimento #aovivooumorto. "A sobrevivência destas salas está em risco iminente. Para evitar que o circuito chegue ao fim, apelamos à implementação urgente de medidas de apoio"

A Circuito, rede que tem como intuito a "valorização, proteção e desenvolvimento das salas e clubes com programação própria de música ao vivo", criou o movimento #aovivooumorto para falar sobre as dificuldades que enfrentam os espaços de música ao vivo em contexto de pandemia de covid-19.

"A sobrevivência destas salas está em risco iminente. Para evitar que o circuito chegue ao fim, apelamos à implementação urgente de medidas de apoio e estratégias públicas de proteção e valorização deste setor", lê-se no comunicado enviado à imprensa.

No dia 17 de outubro, às 15h, no Lux Frágil (Lisboa), Maus Hábitos (Porto), Carmo 81 (Viseu) e Sociedade Harmonia Eborense (Évora), a Circuito organiza uma manifestação - “Junta-te à fila para que o circuito não morra” - para dar visibilidade à luta pela sobrevivência das salas do Circuito. No total, as quase três dezenas de espaços promoveram, em 2019, 7537 atuações musicais que atraíram mais de um milhão de pessoas.

Entre as medidas que o Circuito quer ver implementadas estão "um programa imediato de investimento nas salas, válido até ser autorizada a retoma sustentável da atividade e que garanta a compensação do prejuízo mensal provocado pelos custos fixos de exploração das salas, os quais não foram suspensos ou comparticipados por outros programas"; a "disponibilização de programas de apoio à criação, programação e circulação artística, envolvendo a rede do Circuito com o objetivo de reativar a atividade do ecossistema da música ao vivo nacional"; ou "o desenvolvimento de medidas globais para o setor da artes e economia noturna".

Na declaração de intenções, o Circuito mostra-se também "solidário com os sindicatos e associações que trabalham e reivindicam um estatuto específico para o trabalhador da Cultura que assegure os seus direitos laborais e proteção social, tendo em conta as características de precariedade e intermitência da sua atividade".

Esta iniciativa é inspirada noutros movimentos internacionais, como o britânico #saveourvenues ou o norte-americano Save Our Stages, e tem como porta-vozes o gestor cultural Gonçalo Riscado (diretor da CTL/Musicbox) e Daniel Pires (fundador do Maus Hábitos). As 27 salas do Circuito são: A Casa - Oficina os Infantes, Alma Danada, Bang Venue, Barracuda Clube de Roque, Barreirinha, B'Leza, Carmo '81, Casa do Capitão, Casa Independente, Club de Vila Real, Damas, Ferro Bar, Hard Club, Hot Clube Portugal, Lounge, Lux Frágil, Maus Hábitos, Musicbox, Passos Manuel, Plano B, RCA Club, Salão Brazil, Sociedade Harmonia Eborense, Titanic Sur Mer, Valsa, Village Underground Lisboa e Woodstock 69 Rock Bar.