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“The Ascension”: Bem-vindos à encruzilhada mágica de Sufjan Stevens

Oitavo álbum de estúdio de Sufjan Stevens, “The Ascension” é um disco repleto de pontos de fuga, que o músico diz ter nascido com o objetivo de nos instigar a interrogar o mundo à nossa volta e a recusar entrar no jogo dos sistemas que nos rodeiam. “Exterminemos todas as tretas. Sejamos parte da solução ou saiamos do caminho”, pede Stevens de forma contundente

Apesar de selecionar cuidadosamente a música que decide transpor para álbum, Sufjan Stevens sempre foi um dos músicos mais prolíficos da pop barroca, por vezes psicadélica, a que se dedica desde finais dos anos 90. Com uma mão-cheia de memoráveis obras discográficas no reportório, o músico do Michigan regressa agora com um conjunto de canções que deslizam como um precioso bálsamo nestes tempos revolutos. “The Ascension” entra seguro para o panteão de obras superiores onde já figuravam “Michigan” (2003), “Illinois” (2005), um magnífico, e por vezes menosprezado, “The Age of Adz” (2010) e “Carrie & Lowell” (2015). Desde que, há cinco anos, regressou às raízes folk para imortalizar em disco o amor que unia a mãe e o padrasto, Stevens tem andado num turbilhão de afazeres, ora oferecendo uma muito celebrada ‘Mystery of Love’ ao filme “Chama-me Pelo Teu Nome”, ora celebrando o mês do orgulho com o duplo single ‘Love Yourself’/ ‘With My Whole Heart’, ora gravando os álbuns colaborativos “Planetarium” (com Bryce Dessner, Nico Muhly e James McAlister) e “Aporia” (com o padrasto, Lowell Brams). “The Ascension” constitui um muito aguardado retorno à sua principal linha narrativa e chega equilibrado algures entre uma reconhecida mestria instrumental e a experimentação digital que já tinha aflorado em “The Age of Adz”.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.