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Corey Taylor dos Slipknot ao ataque: "A cancel culture não resolve nada. Se for preciso até agrava o problema"

O vocalista dos Slipknot, Corey Taylor, tem uma posição forte sobre o "cancelamento" de artistas problemáticos e acusa as gerações "progressistas" de falta de ponderação

Corey Taylor deu uma entrevista ao NME, na qual discutiu a chamada "cancel culture".

À boleia do seu novo single, 'Culture Head', sobre as redes sociais e "a toxicidade, a forma como as pessoas falam umas com as outras", Taylor concordou que esse "movimento" "foi demasiado longe".

"Não é só a 'cancel culture'. É a geração mais nova, mais progressista, que acha que devemos ir de um extremo a outro", disse.

"Aquilo que estão a fazer é atacar os alvos mais fáceis. Se quisessem realmente dar expressão à 'cancel culture', há muitas pessoas que o merecem mais do que as que têm sido atacadas. Em primeiro lugar, o maldito presidente do meu maldito país".

Para Taylor, "a grande antítese" da "cancel culture" é um simples "vão-se lixar. Não me podem cancelar. Acham que vocês e as vossas legiões me podem cancelar? Quilhem-se".

Tudo não passa, acrescenta, "do egoísmo de uma multidão que acha que pode cancelar alguém e destruir o seu sustento. A medicação não se coaduna com a doença. Estas pessoas devem ser confrontadas com o que fizeram; se não lhes querem dar atenção, ótimo".

"A 'cancel culture' não resolve nada. Se for preciso até agrava o problema. É o que esta 'geração progressista' não percebe, porque é mais complicado do que algo que podem ler num telemóvel", concluiu.