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Prince em 1987

Jeff Katz/The Prince Estate

33 anos de “Sign O’ The Times”. Nova edição expandida do histórico álbum recorda-nos como Prince estava à frente do seu tempo

33 anos depois, “Sign O’ The Times”, obra-prima de Prince, ainda é um disco à frente do seu tempo. Agora, há muito mais para ouvir e o Expresso falou sobre esta gigante reedição com Matt Fink, teclista dos históricos Revolution, banda que acompanhou o génio de Minneapolis nos anos 80

Basta voltar a escutar os primeiros segundos de ‘Sign O’ The Times’, canção-diamante que dá nome ao nono álbum de estúdio de Prince, para perceber por que razão o génio de Minneapolis era, e continua a ser, mesmo depois de morto, considerado um visionário. Por muito que a nossa memória nos pregue partidas e nos prenda à ideia de que os anos 80 não teriam sobrevivido sem aqueles sintetizadores irrequietos, é inegável que um disco com uma abertura deste calibre não encaixa bem em qualquer década subsequente (mesmo uma daquelas que ainda não vivemos). Um disco categoricamente intemporal: é assim que o sentimos, 33 anos depois de ter visto a luz do dia pela primeira vez.

O dilema pateta de escolher entre “Sign O’ The Times” ou “Purple Rain” como melhor momento discográfico do percurso do músico é, claro, uma questão de gosto ou, como disse ao Expresso Matt Fink, teclista que acompanhou o músico até 1991, “a beleza está nos olhos de quem vê” (ou nos ouvidos de quem ouve). O que ressalta das 16 canções que completam o mais reputado longa-duração de Prince é um ecletismo que tanto gira a agulha para o hip-hop em ‘Housequake’ como saca de uma balada clássica chamada ‘Slow Love’ ou mergulha sem pruridos na pop mais orelhuda num dueto com Sheena Easton (‘U Got the Look’). Regressar ao álbum de 1987 é uma experiência semelhante à de escolher, em 2020, uma playlist com a fina nata das canções: haverá sempre uma ou outra, com sorte muitas, que nos deixam vidrados.

“Não há uma canção que se destaque, para mim. É isso que considero tão bom acerca da natureza eclética do Prince e dos vários estilos e influências que são veiculados em todas aquelas diferentes canções”, confessa Fink, elemento dos Revolution que permaneceu ao lado do músico mesmo depois da dissolução da banda, no ano anterior à edição de “Sign O’ The Times”.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.