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Boris Johnson quer reabrir concertos sem distanciamento para quem for 'negativo'. E barrar a entrada a 'positivos'

O primeiro-ministro inglês admite voltar a reabrir os espetáculos sem qualquer distanciamento social e limitação de lotação. Só entra quem testar negativo à covid-19

O primeiro-ministro inglês Boris Johnson acredita que os "passes" temporários que o governo inglês pretende conceder a quem testar negativo à covid-19 abrirão caminho à reabertura do setor dos espetáculos no Reino Unido sem necessidade de impor distanciamento social no público e, consequentemente, limitar a lotação dos espaços.

Em conferência de imprensa esta quarta-feira, o chefe do governo britânico afirma que a realização de testes em massa que o país pretende empreender a breve trecho poderá tornar possível um regresso à normalidade pré-covid na música ao vivo. "Esperamos que esses testes permitam conceder às pessoas um 'livre-passe', um 'laissez-passer', isto é, a certificação de que não são contagiosas e poderão conviver com outras pessoas não contagiosas de uma forma pré-covid", ilustra.

Neste cenário, funcionários de teatros, salas de concertos e outros espaços estariam autorizados a recusar a entrada a quem não mostrar um 'livre-passe' ou quem testar positivo à porta. "É um projeto ambicioso, que vamos testar em Salford no próximo mês, com público dentro e fora de portas. Depois esperamos que se generalize ao país inteiro.

O Reino Unido prepara-se para aumentar a capacidade de testagem para 500 mil por dia até ao fim de outubro. A longo prazo, Johnson pretende que vários milhões de testes possam existir todos os dias, com os resultados a poderem ser conhecidos em 20 minutos. É esta a 'normalidade' que o país pretende impor até ao surgimento de uma vacina.