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Tom Morello, dos Rage Against The Machine: “Onde cresci, nenhum pai branco deixava a filha sair comigo”

“Boa parte do meu público não acredita quando digo que sou negro”, afirma o guitarrista dos Rage Against the Machine em entrevista

Tom Morello afirmou que os seus próprios fãs não aceitam, pacificamente, a sua negritude.

Morello, guitarrista dos Rage Against the Machine e filho do político queniano Ngethe Njoroge, explicou como as "mudanças de cor" marcaram a sua vida. "Eu era o único negro, enquanto crescia em Libertyville [estado norte-americano do Illinois]", revelou em entrevista Yahoo! Enternainment.

"As pessoas ficavam espantadas pelas palmas das minhas mãos serem de uma outra cor. Analisavam as minhas gengivas, Tocavam-me na cabeça. Nenhum pai branco deixava a filha sair comigo", acrescenta.

"Boa parte do meu público não acredita quando digo que sou negro. As pessoas não conseguem crer", continuou. "Isso chama-se dissonância cognitiva, um termo que as pessoas deviam aprender. É a ideia de que quando existem duas noções opostas, tens de encontrar sentido no meio disso".

Num documentário áudio da Amazon intitulado "Tom Morello at Minetta Lane Theatre: Speaking Truth to Power Through Stories and Song", produzido por T Bone Burnett, o guitarrista dos Rage Against the Machine conta histórias sobre "o único miúdo negro numa cidade completamente branca, o único anarquista num liceu conservador, o único guitarrista de heavy metal na Universidade de Harvard, o único nerd 'doutorado' em 'Star Trek' na maior banda de rap-rock político de todos os tempos".

Veja aqui uma excerto de 'bastidores':