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Rita Carmo

Verão sem festivais tem impacto de 1,6 mil milhões de euros na economia. “Só quando o medo passar vamos ter capacidade para ir em frente”

130 mil pessoas estão sem trabalho na cultura, mas o impacto do adiamento dos festivais estende-se a outros setores

A economia perderá este ano 1,6 mil milhões com o adiamento dos festivais.

De acordo com o Jornal de Notícias, estas contas contemplam o impacto sofrido por promotoras, músicos, técnicos de audiovisual, marcas que patrocinam os eventos, empresas de alojamento e universo da restauração.

A paralisação afeta fortemente empresas do setor, transportes e hotelaria. Transportes e bilhetes são a fatia mais importante deste impacto económico. O volume de negócios de todas as empresas que indiretamente operam no setor dos festivais terá registado uma quebra de 80% no volume de negócios.

Ouvido pelo JN, Vítor Paulo Pereira, Presidente da Câmara de Paredes de Coura, afirma que a não realização do festival minhoto, este ano, tem um impacto económico na região de cerca de 5 milhões de euros. O valor ascende a "entre 50 a 60 milhões de euros" no caso do NOS Alive, de Algés. "O INE mostra que 130 mil pessoas trabalham no setor cultural, e eu diria que 90% dessas pessoas estão paradas", refere Álvaro Covões, da Everything Is New. Luís Montez, promotor dos festivais Sudoeste e Super Bock Super Rock, adianta: "Desde março vendemos zero bilhetes. Sem receitas é complicado. Só quando o medo passar vamos ter capacidade para seguir em frente".

As marcas que patrocinam os principais festivais do país perderam, afirma aquele diário, 190 milhões de euros em 2020. São números avançados pela Cision, que avalia o impacto dos festivais de verão nos meios de comunicação. Quanto ao investimento feito nos festivais antes da pandemia, as principais marcas não avançaram números.

Diz também o JN que, segundo dados da recém-criada Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos, 20% dos seus associados já tiveram de despedir pessoas.