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Agir faz versão de José Mário Branco: “Vivemos tempos onde esta cantiga faz mais sentido do que nunca”

Agir surpreende, à guitarra, com uma versão de 'A Cantiga É uma Arma', de José Mário Branco. Para ver aqui

Agir partilhou, nas suas redes sociais, uma versão de 'A Cantiga é uma Arma', canção de José Mário Branco incluída no disco do mesmo título, editado em 1975 pelo GAC (Grupo de Acção Cultural).

"A cantiga é uma arma/ Contra a burguesia/ Tudo depende da bala/ E da pontaria", cantava José Mário Branco e canta agora Agir.

Veja aqui a sua versão, à guitarra acústica.

Veja aqui José Mário Branco a apresentar 'A Cantiga é uma Arma' nos Jogos Florais da Imigração Portuguesa, evento que se realizou em 1973 na na Cartoucherie de Vincennes em Paris, durante o exílio do músico do Porto em França.

Falecido no final de 2019, José Mário Branco dizia à BLITZ, em 2011: "A cantiga pode ser arma de intervenção numa realidade concreta. Foi-o na revolução francesa, na Comuna de Paris, na Guerra de Espanha. No maio de 68. No 25 de Abril. De facto, a cantiga-arma obedece muitas vezes a critérios de eficácia imediata: a primeira canção que eu fiz quando chegado a Portugal, nos primeiros dias de maio de 1974, foi num bairro camarário do Porto. O bairro estava em luta contra um regulamento fascista que geria os bairros da câmara e alguém me pediu 'sente-se aí e faça uma cantiga sobre a nossa luta'. Foi feita em meia hora deram-me as informações, fez-se a letra, inventei ali a música e fui lá fora cantá-la. Há esse lado de urgência ou até de emergência. Mas pode acontecer haver cantigas feitas em cima de acontecimentos que por sorte ou talento dos seus criadores sejam belíssimas".