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Fabrizio Maltese/Contour by Getty Images

Robert Trujillo, o pêndulo dos Metallica e o surfista apaixonado por Portugal. “O nosso problema é ter demasiadas ideias”

Baixista da maior banda de heavy metal do mundo, pai de família e surfista apaixonado por Portugal, usa e abusa da palavra “positivo”, pois sente-se um sortudo em tempos de tormenta. Ao Expresso, falou sobre o novo disco dos Metallica com orquestra e não só

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Aos 55 anos, Robert Trujillo é o eterno novato dos Metallica. Foi há ‘apenas’ 17 anos que o baixista, descendente de mexicanos e nativo-americanos, se juntou aos lendários James Hetfield, Kirk Hammett e Lars Ulrich, perfazendo a formação que até agora perdura da mais poderosa banda de heavy metal do mundo. Os primeiros tempos no novo ‘emprego’ foram no mínimo desafiantes; em entrevista ao Expresso, o californiano conta que teve de aprender canções em muito pouco tempo e de habituar-se rapidamente a uma máquina imensa, não só de concertos mas também de entrevistas, interação humana e crescimento pessoal. Em tempos de pandemia, Robert Trujillo falou-nos sobre “S&M2”, o disco dos Metallica com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, nas lojas a 28 de agosto, e ainda sobre o orgulho que sente pela família, onde já despontam dois jovens músicos, e a forte relação com Portugal, um país de pessoas “simpáticas e positivas”.

Como tem passado estes tempos de pandemia e confinamento?
Tenho estado em casa, como todos nós por estes dias. Vivo numa zona de montanhas no sul da Califórnia, em Santa Mónica, perto de Malibu. Estamos radicados em Los Angeles, mas vivemos numa zona simpática nas montanhas — e podemos ir à praia, é muito perto. Na verdade, é muito parecido com algumas zonas perto de Cascais. Em Cascais, é como se estivesses no campo, mas tens o mar muito perto. E, se tiveres de ir a Lisboa, estás a 45 minutos. Aqui é a mesma coisa, se precisarmos de ir à baixa de Los Angeles são cerca de 40 minutos. Depende do trânsito. Nestes tempos, temos vários estúdios montados em casa e estamos perto da praia, por isso podemos fazer surf todos os dias. Estamos a tentar aproveitar a situação da melhor forma que podemos, recorrendo à criatividade e tentando ser produtivos.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.