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Rita Carmo

Fernando Ribeiro (Moonspell): “Cresci num subúrbio pobre, não havia tempo para ‘problemas de primeiro mundo’”

“A minha família batalhou muito para ganhar a vida”. Fernando Ribeiro, dos Moonspell, recorda os tempos difíceis da infância na Brandoa

Fernando Ribeiro, dos Moonspell, recordou a infância numa entrevista ao site norte-americano Metalheads Forever. Depois de dizer que foi "criado num dos subúrbios mais pobres e problemáticos de Lisboa", o músico da Brandoa assume que não é "um daqueles casos típicos de pessoas que encontram na música um escape para os problemas. "A vida era demasiado normal para isso e a minha família batalhava muito para ganhar a vida. Não havia tempo para 'problemas de primeiro mundo'".

"Há duas coisas que podem explicar o facto de ter gravitado na direção do metal. Primeiro: a amizade. Os tipos com quem desenvolvi amizades gostavam de rock e de metal e agiam como se guardassem um segredo. Isso intrigava-me", explica o líder dos Moonspell, "a outra, mais prosaica, talvez, aconteceu um dia em miúdo. Fui à praia e vi um casal de fãs de metal. Ela parecia saída de um poster de fantasia erótica, com longos cabelos, cara pagã, corpo magro. Ele era um fã de metal dos pés à cabeça, com remendos de Holy Diver/Dio. Devo dizer que me apaixonei".

Segundo Ribeiro, "o género não era muito popular em Portugal, mas tínhamos uma cena apaixonada, que se juntava nos primeiros concertos, em mercados de rua, pubs, o habitual 'círculo íntimo' à moda portuguesa".

Recorde-se que os Moonspell reeditaram recentemente o álbum "The Butterfly Effect", de 1999, em CD, vinil e cassete, e regressaram aos palcos na passada quinta-feira para aquele que foi o primeiro concerto de 2020, no âmbito das Noites F, em Faro.