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Depois do fecho do Sabotage, o RCA Club pede ajuda para poder reabrir. “Conseguimos sobreviver até ao dia de hoje graças a donativos”

Na semana em que o Sabotage anunciou o encerramento, outra sala de música ao vivo faz apelo aos seus seguidores

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Os responsáveis do RCA Club, em Alvalade, Lisboa, fizeram um apelo para conseguirem ultrapassar as dificuldades financeiras causadas pela paragem de atividade imposta pela pandemia de covid-19.

Numa mensagem nas redes sociais, pode ler-se: "O RCA CLUB está num momento crucial da sua existência! Conseguimos sobreviver até ao dia de hoje, graças à ajuda de todos quantos fizeram donativos para esse efeito. No entanto, não conseguimos estruturar uma reabertura com lotação reduzida, que nos dê garantias de faturação que permita pagar as despesas correntes, nomeadamente o arrendamento do espaço. Conseguimos, apesar de tudo, a hipótese de negociar um perdão de valores com o nosso senhorio, mas que pressupõe o pagamento imediato do restante valor até ao fim do mês (no máximo até dia 8 de setembro)".

"Esse pagamento permite-nos um olhar otimista até ao fim do ano, com fortes possibilidades de estruturar a tão ambicionada reabertura. O único problema é conseguirmos angariar o valor necessário para esta operação... O RCA CLUB apenas consegue uma parte (cerca de um terço), sendo que iremos procurar alienar algum património para conseguir subir o valor disponível".

"Resta-nos pedir novamente ajuda... Precisamos de vocês todos mais que nunca! Queremos acreditar que será o último pedido de donativos que solicitamos, para manter a CASA de todos nós!".

Veja aqui a mensagem, com informação sobre formas de ajudar.

Esta semana, o Sabotage, em Lisboa, anunciou que irá fechar portas.

As dificuldades financeiras atravessadas por espaços de dimensão semelhante, em todo o país, deverão conduzir a desfechos semelhantes. Na passada semana, representantes de vários espaços noturnos criaram a Associação Portuguesa de Salas de Programação de Música, com vista a solicitar ao Estado apoios a fundo perdido para um setor que, em boa parte, se encontra encerrado desde março, altura em que a pandemia de covid-19 ditou a paragem da sua atividade.