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Sabotage Club, em Lisboa

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Sabotage, em Lisboa, vai fechar ao fim de 7 anos. Moldes propostos pela DGS são impraticáveis

Não é viável para o espaço do Cais do Sodré continuar a atividade depois de seis meses de paragem. “Qualquer sopro e isto cai tudo”, alertam os seus responsáveis, referindo-se ao futuro desenhado pelos efeitos da pandemia de covid-19. O Sabotage foi, afirmam, palco de 2 mil concertos desde 2013, preferindo agora dizer “até já”

O clube Sabotage, em Lisboa, vai fechar as portas.

No final do ano passado, o encerramento do espaço do Cais do Sodré já tinha sido equacionado, mas devido a outros motivos, que se prendiam com a pressão imobiliária. Agora, devido à pandemia de covid-19 e ao seu impacto no meio dos espetáculos ao vivo, o espaço vai mesmo encerrar a atividade depois de seis meses de paragem, avança o jornal “Público” na sua edição de quarta-feira.

Nuno Rabino, um dos responsáveis pelo Sabotage, diz não ser possível adaptar o clube às diretrizes da Direção-Geral de Saúde, que permitiu a reabertura de bares e discotecas, adaptados ao formato de funcionamento da restauração.

Sabino acrescenta que "bares que são proprietários dos espaços conseguem aguentar-se mais um tempo. Mas muitos dos que estão a arrendar vão desaparecer", prevendo que a situação prejudique as oportunidades de as bandas tocarem ao vivo.

Com capacidade para 168 pessoas, o Sabotage despede-se do Cais do Sodré, recordando Nuno Rabino que o projeto começou por ser uma distribuidora e editora, podendo vir a integrar todas essas vertentes no futuro. Enquanto procuram um novo espaço, porém, vão "hibernar" até que a situação se torne mais favorável.

As dificuldades financeiras atravessadas por espaços de dimensão semelhante, em todo o país, deverão conduzir a desfechos semelhantes. Na passada semana, representantes de vários espaços noturnos criaram a Associação Portuguesa de Salas de Programação de Música, com vista a solicitar ao Estado apoios a fundo perdido para um setor que, em boa parte, se encontra encerrado desde março, altura em que a pandemia de covid-19 ditou a paragem da sua atividade.