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Com os Fontaines D.C. o rock pode respirar novamente. Entrevista com a banda elétrica mais excitante de 2020

Vêm da Irlanda e são a banda rock que interessa ouvir em 2020. Acabam de lançar “A Hero's Death”, o segundo álbum. Falámos com o vocalista e compositor Grian Chatten, que nos diz: “Sem dúvida que temos orgulho em ser irlandeses. Com o que se passa hoje em dia, uma jovem banda inglesa não tem razão nenhuma para se sentir orgulhosa”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

A dedicação dos Fontaines D.C. à sua terra natal, Dublin, não pode ser negada. Há pouco mais de um ano, a banda abria “Dogrel”, o seu primeiro álbum, com uma deixa seca e assertiva: “Dublin in the rain is mine/ A pregnant city with a catholic mind.” O próprio nome do grupo, que queria chamar-se The Fontaines em homenagem a uma personagem d’“O Padrinho”, mas acrescentou “D.C.” (sigla de Dublin City) para se distinguir de uns homónimos californianos, revela essa fidelidade. E depois há o facto de Grian Chatten — rapaz melancólico que, dois dias antes de nos atender o telefone, completara 25 anos — cantar sem qualquer vergonha do seu bonito sotaque. Tudo isto é orgulho num país que tem “uma tradição riquíssima”, apregoa o vocalista. “Ainda há tanta coisa por dizer sobre a Irlanda. Quando viajamos pelo mundo, percebemos que muita gente não sabe nada sobre o nosso país. Já nos perguntaram se na Irlanda há televisões, ou se conhecemos as Kardashians... infelizmente, conhecemos!”, ri-se. “Temos uma tradição incrivelmente rica, de James Joyce a W. B. Yeats, além de grandes atores e grandes músicos. Van Morrison, Thin Lizzy...”, enumera.

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