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Salas e clubes noturnos de Portugal unem-se em associação para evitar impacto “devastador” da covid-19

A Associação Portuguesa de Salas de Programação de Música defende apoios a fundo de perdidos a um setor parado há meses

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Os representantes de vários espaços noturnos criaram a Associação Portuguesa de Salas de Programação de Música, com vista a solicitar ao Estado apoios a fundo perdido para um setor que, em boa parte, se encontra encerrado desde março, altura em que a pandemia de covid-19 ditou a paragem da sua atividade.

Segundo notícia do Observador, a associação, que será oficializada em setembro, foi criada pelo Lux, Musicbox e Maus Hábitos, tendo-se entretanto juntado à causa salas como B.Leza (Lisboa), Arco 8 (Ponta Delgada), Passos Manuel (Porto) ou Salão Brazil (Coimbra), entre vários outros, num total de 25 espaços de continente e ilhas.

Os criadores e aderentes da iniciativa estão preocupados com a “perda cultural” e o “impacto económico devastador”, com destruição de postos de trabalho, que o eventual desaparecimento destes espaços com programação regular irá acarretar.

Ao Observador, o diretor do Musicbox, Gonçalo Riscado, explica que estas salas estão em risco de fechar definitivamente porque, na sua maioria, se encontram fechadas desde março e continuam a ter de pagar custos fixos, como rendas, parte dos salários dos funcionários em lay off, créditos bancários e leasing de equipamentos.

Desde 1 de agosto que os espaços noturnos podem funcionar como se fossem cafés ou pastelarias, medida criticada pelos trabalhadores do setor.