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Olavo Bilac: “Devo uma explicação a toda a gente. Percebo que errei. Nunca pretendi apoiar o Chega”

Olavo Bilac pede desculpas aos fãs e aos seus “pares da indústria”, assumindo que foi “atuar profissionalmente a um jantar privado” do Chega mas que, enquanto cidadão, defende “valores bem diferentes daqueles apregoados por este partido”. Leia o comunicado do artista, motivado por uma selfie partilhada por André Ventura

O impacto da atuação de Olavo Bilac, vocalista da banda Santos & Pecadores e membro dos projetos Resistência ou Zeca Sempre, num jantar-comício do Chega motivou um esclarecimento por parte do artista português. Referindo-se à ocasião, partilhada por Ventura com uma selfie tirada durante o jantar de apoio à candidatura deste à Presidência da República, realizado na passada sexta-feira em Leiria, Olavo Bilac começa por afirmar que deve "uma explicação a toda a gente, além de a mim próprio".

Em comunicado publicado nas redes sociais, o cantor enquadra a aceitação do convite que lhe foi endereçado pelo partido num contexto profissional. "Sim, é verdade que fui atuar profissionalmente a um jantar privado do partido Chega, com o qual não tenho nenhum tipo de relação política ou afetiva. Sim, sou eu na selfie tirada pelo André Ventura, num momento final da minha atuação", pode ler-se.

"Confesso que na altura encarei isto só mesmo como mais uma atuação e mais uma selfie", continua, alegando que a sua presença no evento acontece por motivos financeiros, "numa altura em que eu, os músicos que me acompanham e os técnicos têm quase a totalidade do seu ganha-pão cancelado desde março".

"Percebo que errei. Nunca pretendi apoiar o Chega, assim como nunca apoiei qualquer força política para as quais já toquei ao longo de toda a minha carreira", sublinha. "Devia ter tido o discernimento para perceber que não era só mais um concerto para mais um partido e das implicações que esta atuação profissional iria desencadear", prossegue.

O texto publicado esta segunda-feira termina com um pedido de desculpas ao público "que, de algum modo, se tenha sentido ofendido por esta situação" e aos seus "pares da indústria, músicos que já tantas vezes hipotecaram o dia devido aos seus princípios". "Às vezes peco por nunca dizer que não ou recusar uma foto, relativizando as situações privadas em favor das outras pessoas. Desta vez não pensei nas pessoas que me estão mais próximas", conclui.