Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

Zé Leonel

DR

101 canções que marcaram Portugal #34: 'Canto aos Peixes', pelos Ex-Votos

Zé Leonel foi bem mais que o primeiro vocalista dos Xutos e Pontapés. Foi alguém que subverteu as normas e viveu na periferia das convenções, um grande músico e letrista, mas sobretudo um roqueiro genuíno. Esta é a 34ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

101 canções que marcaram Portugal é uma rubrica que visa homenagear as cantigas, os compositores e os intérpretes que marcaram a história da música portuguesa em Portugal. Sem ordem cronológica rígida, são um retrato pessoal (com foco na petite histoire) do autor. Mais do que uma contextualização e de um inventário de factos conhecidos, é sobretudo uma associação de estórias e de muitos episódios não registados. São histórias com estórias para além da música. Às vezes o lado errado das canções. Sobretudo o lado errado das canções.

'Canto aos Peixes', Ex-Votos
(1997)

Quando Zé Leonel subiu ao palco do teatro Malaposta, no Olival Basto, uma semana antes de morrer, sabia que aquela noite era sua. Era a sua noite de despedida. Sabia que a sua vida estava no fim. Zé Leonel subiu àquele palco com uma crista no cabelo que encarnava o espírito punk do final dos anos 70, apesar de pouco ter usado crista na vida – que os adereços e outfit não ditam consciência. Mas aquela crista era um punho levantado a favor da corrente que sempre o levou pelos caminhos da desintegração na sociedade. E aquele público, e aquele naipe de músicos, e aqueles amigos, como que se despedindo de Zé Leonel, deram-lhe um último ânimo para cantar, para retribuir a emoção, para retribuir o que tinha inscrito na música em Portugal.

Zé Leonel foi o primeiro vocalista dos Xutos e Pontapés e fizera uma escolha de vida em 1981, ano em que achou não se enquadrar em Kalú, Tim, Zé Pedro e Francis, os restantes integrantes da (hoje) banda rock mais mítica da música portuguesa. Deduzia que os Xutos nunca iriam perdurar sem ele. Mas as grandes bandas formam-se de músicos, de música, de público – e sobretudo de imponderáveis.

Tim vinha de Almada. Apanhava o barco para Lisboa até à Senófila, um estúdio de ensaio pago à hora. Zé Pedro vinha dos, na época, suburbanos Olivais e aprendeu a tocar o essencial para passar a ser o guitarra ritmo dos Xutos durante 40 anos. Que não era preciso mais; o sorriso e a pose a la Keith Richards fariam o resto; o resto a somar ao imenso carisma que determinava tudo aquilo em que se envolvia – que foi o que sempre o fez supremo. E depois havia Francis, um Satriani à portuguesa, um puto que passara a juventude a dedilhar acordes no quarto e que agora era mais que a demasia para ser o guitarra solo da banda que ainda pouco tinha. E havia Kalú, um puto de cabelo à tijela que torturava tarolas, bombos e surdos e ainda cantava.

Não era suficiente, claro. Era preciso um timoneiro. Era preciso um rocker. Era preciso um Zé Leonel. E tinham Zé Leonel. E os Xutos, com Zé Leonel, lá iam ombreando com os Faíscas de Pedro Ayres Magalhães e com os Aqui D’El Rock. E foram tendo um Zé Leonel. Até este se cansar. Cansou-se da Senófila. Cansou-se de partilhar luzes demasiado foscas para o que julgava ser o seu rock, o seu punk. Cansou-se de partilhar palcos com poucos horizontes. E saiu. Preferiu viver uma vida mais indefinida – mas com os horizontes que quisesse. E deixou os Xutos e Pontapés órfãos (então) cedo demais. Fora ele quem ousara incluir ‘Sémen’ numa canção (sémen, sémen, sémen, semente de um corpo que sai do corpo da gente) – a trilhar a intenção que o trazia à música e à vida.

Os Xutos escreveriam uns versos anos mais tarde que poderiam qualificar Zé Leonel, Tens de acreditar / No que há p’ra vir. Não acreditou nos Xutos. Nos Xutos que encheriam o Estádio do Belenenses em 88. E os Coliseus quando quiseram, anos depois. Pouco depois de Zé Leonel ter abalado, os Xutos tornar-se-iam na banda mais mítica e mais seguida do rock português, apesar de não a deixarem gravar, quando Portugal se estava a desintoxicar da festa rock que inundou o período 80-83.

Zé Leonel formaria os Ex-votos e escreveria canções delico-doces como o 'Canto aos Peixes'. Zé Leonel cantava o seu 'Canto aos Peixes' entrecortando com as Subtilezas porno-populares – que instigava ao moche e à histeria: Eu passava-te com a língua nas orelhas / Tu sentias um arrepio na espinha, mas era bom / Depois, depois eu punha-te as mãos nos faróis da frente / Tu acendias os máximos / A gente enfiava-se aí numa escada qualquer / e Pimba!

O 'Canto aos Peixes' foi a canção menos reprimida dos Ex-votos. Serviu para se descobrir a sensibilidade de Zé Leonel, para abrir caminho para versos bem mais coléricos e inconvenientes da banda e do seu criador e mentor. Era uma canção tolerada em programas de TV e cantarolada candidamente – como se os Ex-votos fizessem parelha com outras bandas tépidas dos anos 90. Mas Zé Leonel sabia que era preciso penetrar em um público que não se desconstruía facilmente com mensagens ácidas. Era já um outro Zé Leonel – que aprendera que tinha de ser ouvido, antes de mais, antes de se rebelar ou instigar à inquietação. E até gostava da canção, escrita num momento de afeto. Caiu bem. O 'Canto aos Peixes' é uma canção intemporal e inscreveu Zé Leonel como um dos roqueiros mais genuínos da música feita em Portugal.

Naquela noite no Malaposta, dizendo adeus às canções, cantou feliz o 'Canto aos Peixes', o 'Sémen', a 'Borboleta' e muitas canções que fizeram a sua vida e dos que lá estavam para lhe dizer adeus. Todos sabiam que vivera como quisera. Todos sabiam que o Zé Leonel era daquela gente toda. E que o seu exemplo se manifestava como uma hipérbole do que, aqui e ali, todos queremos ter a coragem de realizar.

Ainda um dia eu hei de ir
À beira do mar
Tocar a minha guitarra e pôr
Os peixes a cantar

Ouvir também: 'Subtilezas Porno-populares' (1994)

  • 101 canções que marcaram Portugal #29: 'A Mula da Cooperativa', por Max

    Notícias

    Max sentia Lisboa como sua, mas comovia-se de cada vez que se pronunciava o nome da sua terra natal, a Madeira. Um ‘performer’ único que tinha tanto de Vasco Santana como de Buster Keaton e Alfredo Marceneiro. ‘A Mula da Cooperativa’ é a canção que melhor o define. Esta é a 29ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #30: 'Olhos Molhados', por Bonga

    Notícias

    O angolano Barceló de Carvalho nasceu abonado de pernas e fez-se campeão de atletismo em Portugal. Assim que pôde, aproveitou o embalo e tirou o pé da metrópole. Encanta há décadas com os seus passos curtos, a sua voz rouca e um lamento em forma de semba. Bonga passou a ser embaixador de Angola, mesmo quando está em Portugal. Esta é a 30ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #31: 'Sete Mares', por Sétima Legião

    Notícias

    A Sétima Legião foi uma das bandas mais elegantes da pop em Portugal. Agregavam consenso entre pistas de dança, imprensa e crítica. Nasceram na Fundação Atlântica, de Miguel Esteves Cardoso, mas queriam ser mais que uns Joy Division à portuguesa e transversalizar a sua arte. Se um dia formalizarem o seu fim, é certo que já terão inscrito com tinta permanente clássicos da nossa pop de maior qualidade

  • 101 canções que marcaram Portugal #32: 'Trova do Vento que Passa', por Adriano Correia de Oliveira

    Notícias

    Adriano Correia de Oliveira era um homem doce e subversivo. De consciência política apurada, viveu num tempo com razões de sobra para a inquietação. A letra de Manuel Alegre resume em dois versos a génese de um tempo pelo qual valia a pena criar: há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não. Esta é a 32ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #33: 'Playback', por Carlos Paião

    Notícias

    Desde que a sua história se cruzou com a de Amália, Carlos Paião – grande compositor, melodista exímio – tornou-se também um artista respeitado não apenas como artesão para letras pitorescas. Foi no ano seguinte a este 'Playback', a 33ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #24: 'Rolar no Chão', pelos Afonsinhos do Condado

    Notícias

    Os Afonsinhos do Condado deram a Portugal o Caribe. Era uma banda delirante, mas não se limitava a fazer humor. Tinha um naipe de grandes músicos e bagagem vasta de muita música e de muitos géneros, que culminou em canções refinadas que marcaram o final da década de 80. Esta é a 24ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #25: 'Bairro do Amor', nos 70 anos de Jorge Palma

    Notícias

    Jorge Palma é mais do que música: é poesia. Zarpou muitas vezes de Portugal e aí bebeu matéria para as suas composições depuradas. É o compositor marginal que gostaríamos de ser, de ter sido, de representar – como um arquétipo de liberdade. Estendeu durante décadas o chapéu com uma frase muito sua: “qualquer coisa pá música”. No dia dos seus 70 anos, somos nós quem tira o chapéu e lho estende. Esta é a 25ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #26: 'Adeus Tristeza', por Fernando Tordo

    Notícias

    ‘Adeus Tristeza’ foi uma canção escrita a uma mão - e tanto que Fernando Tordo se acostumara à mão treinada do seu parceiro Ary dos Santos. É uma canção na ressaca da parceria mais fecunda da música portuguesa, uma canção-sinopse da sua vida, uma legenda da sua biografia. Esta é a 26ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #27: 'Music', pelos The Gift

    Notícias

    Os The Gift assinalam 25 anos de carreira. O seu percurso foi feito de glórias e de enviesamentos. A sua margem nunca foi a das convenções. Uma banda com muitos improváveis com tudo para dar certo. Esta é a 27ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #28: 'Socorro', por Pedro Abrunhosa

    Notícias

    Quando Portugal foi apresentado a Pedro Abrunhosa, este era um todo com muitas partes. Foi preciso o jazz, o 'outfit', Carlos Maria Trindade e um naipe de grandes canções para o músico do Porto avassalar Portugal nos anos 90. Esta é a 28ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #19: 'Marcha dos Desalinhados', pelos Delfins

    Notícias

    A história dos Delfins cruza-se com António Variações, Eduardo Nascimento e Miguel Esteves Cardoso. Tiveram engenho para criar canções servissem tanto quem quisesse revoltar-se como quem quisesse uma música de fundo para abraços apaixonados. Foram a banda do pós-PGA, de uma geração que não tinha por que revoltar-se, a maior banda portuguesa dos anos 90. Esta é a 19ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #20: 'Cavalos de Corrida', pelos UHF

    Notícias

    No final dos anos 70, como reação a canções de intervenção e delicodoces, passou a construir-se uma nova música em Portugal. Nascidos na margem a sul da capital, os UHF foram alento para uma nova geração de músicos e de público, regulando até hoje o rock que se faz por cá. Esta é a 20ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #21: 'Porta Secreta', por Artur Garcia

    Notícias

    Em 1967, o Festival da Canção foi ganho por Eduardo Nascimento. Nesse ano, Artur Garcia, uma das grandes vedetas em Portugal, levou a canção que o iria imortalizar, tendo porventura escolhido o ano errado para levar a concurso a sua ‘Porta Secreta’. Foi um ídolo do seu tempo. Esta é a 21ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #22: 'Sonho Azul', por Né Ladeiras

    Notícias

    'Sonho Azul' é a canção mainstream de Né Ladeiras, a que iria lançar a cantora hoje conotada com uma ambiência mais tradicional. É uma canção elegante e intemporal dos anos 80, mas foi para Né Ladeiras um apeadeiro na música que queria dar ao país nas décadas que se seguiriam. Esta é a 22ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #23: 'Amanhã', pelo Duo Ouro Negro

    Notícias

    Foram embaixadores do Portugal tropical. Foram embaixadores de Angola em Portugal e no mundo. O que fez de Raul e Milo maiores, para além da elegância da sua música, foram aquelas vozes mornas, os braços abertos, a alegria e os passos roubados à caduque e ao semba. Esta é a 23ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #14: 'Estou Além', por António Variações

    Notícias

    António Variações viveu 39 anos e varreu Portugal em dois. Portugal ainda não se recompôs de António Variações. Variações não era de tempo algum e o nosso tempo ainda não chegou a Variações. Uma história da música em Portugal que cruza Amares, o Frágil, o Zé da Guiné, a Guida Gorda e Andy Warhol. Esta é a 14ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #15: 'Verdes Anos', por Carlos Paredes

    Notícias

    Carlos Paredes era um compositor complexo e um homem complexo. O bem que fez resume a essência de onde está a nossa génese. Poderia servir de compêndio para a diferença entre o virtuosismo e a emoção. A sua história cruza música popular e erudita. Malangatana. E Big Macs. Esta é a 15ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #16: 'A Minha Casinha', por Milú

    Notícias

    Milú foi figura primeira de filmes nos anos 40 e 50. Arriscou carreira no Brasil, regressou e esteve quase vinte anos sem filmar. José Fonseca e Costa recuperou-a já veterana, desconstruindo a imagem cândida que preservava de filmes estereotipados. ‘A Minha Casinha’, tal como ela, faz parte de um tempo ingénuo e puro, faz parte de Portugal, mas pouca parte faz já de nós. Esta é a 16ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #17: 'Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades', por José Mário Branco

    Notícias

    Aquilo por que José Mário Branco lutou foi a sua matriz de vida: a liberdade. Tomou-a a pulso e guardou décadas a tentar incutir em Portugal que a liberdade não é um dado adquirido e que há muitas formas de repressão. A história de José Mário Branco atravessa Humberto Delgado, Paris, Zeca Afonso e Luís de Camões. É feita de inquietação e serve de rumo para um Portugal atual. Esta é a 17ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #18: 'Sôdade', por Cesária Évora

    Notícias

    Cesária Évora é a embaixadora de Cabo Verde no mundo, 'Sôdade' a sua canção mais emblemática. A que define a essência dos cabo-verdianos: a angústia de ficar querendo partir e a angústia de partir querendo ficar. Esta é a 18ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #9: 'Amor', pelos Heróis do Mar

    Notícias

    Foi uma das saídas fora de estrada que os Heróis do Mar fizeram para regressarem depois à sua matriz. À provocação do início seguiu-se uma canção doce, dançável, inflexão ao rock seco que se fazia então em Portugal. Ainda hoje, aquele ‘dráá-tá-tá-tá’ tem um efeito dopamínico. Esta é a nona de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #10: 'Menina dos Olhos d'Água'

    Notícias

    Pedro Barroso foi um homem de contradições: doce e indignado, um homem com o ‘sim’ por génese e o ‘não’ por convicção. Um esculpidor de cantigas impassível a modas, um criador sem tempo – sempre no tempo certo. Esta é a décima de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #11: 'Vendaval', por Tony de Matos

    Notícias

    Tony de Matos foi ‘o’ grande cantor romântico de Portugal, um Sinatra à portuguesa. Tinha uma melena negra, fatos de bom corte e uma voz agigantada. Fez suspirar mulheres pelo seu jeito marialva e homens pelo seu carisma. ‘Vendaval’ é a história de uma grande canção. Esta é a 11ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #13: 'Canção de Madrugar', pelo Conjunto Académico João Paulo

    Notícias

    Portugal não compareceu na Eurovisão em 1970, mas Sérgio Borges, o vencedor, inscreveria com autoridade outra das canções desse festival. O seu Conjunto Académico faria de ‘Canção de Madrugar’ um sucesso. É uma canção que, cantada de mil formas, soará sempre nova. Esta é a 13ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #5: 'A Canção do Beijinho', por Herman José

    Notícias

    O Portugal de 1980 estava ainda a despedir-se da euforia da revolução. Estava a ser bonita a festa, pá. Estava de bem consigo, indiferente à troika que aí viria. Queria pão e vinho sobre a mesa. Festas e afetos. E Herman José, que nunca aprendera a ser povo, fê-lo sempre em maior do que todos. Esta é a quinta de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #7: 'Recordar É Viver', por Victor Espadinha

    Notícias

    ‘Recordar É Viver’ é uma canção portuguesa, mas poderia ser francesa ou italiana. Victor Espadinha, homem inquieto e de muitos talentos, soube aí que tinha mais um: cantar. O homem dos palcos, da rádio, da televisão, da greve de fome, da carreira adiada em Londres, teve assim a legenda de uma carreira que não se bastou aí. Esta é a sétima de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #8: 'Kanimambo', por João Maria Tudella

    Notícias

    João Maria Tudella foi espião, cantor, tropicalista empedernido. Era um aristocrata nos modos e na substância. 'Kanimambo', o seu 'one hit wonder', é hoje uma canção datada, que conserva a memória dos que viveram no Portugal ultramarino. Ainda que essa memória não esteja ainda esquecida, quem ouve hoje os primeiros batuques da canção não deixa de sorrir, de rever o seu humor. Uma história que cruza Lourenço Marques, o Repórter X e Jorge Jardim. Esta é a oitava de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #1: 'Desfolhada Portuguesa', por Simone de Oliveira

    Notícias

    Se Portugal pudesse escolher uma só cantiga do Festival da Canção, escolheria com certeza a ‘Desfolhada’. Simone de Oliveira deporia em 1969 a sua condição de menina. Tomaria balanço para mais cinco décadas de emoção – sentida e feita sentir. Sempre a conjugar com o verso de Ary, com um fogo posto. Esta é a primeira de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas, os compositores e os intérpretes que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #2: 'Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim', por Dina

    Notícias

    Dina. Dinamite. A meia dose, como lhe chamava Kris Köpke. Bebeu música de África e do rock, e com elas compôs baladas. Pouco tempo antes da reclusão, teve direito a celebração com músicos insuspeitos. Como insuspeito foi construído o seu percurso na canção em Portugal. Esta é a segunda de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas, os compositores e os intérpretes que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #3: 'Lisboa Menina e Moça', por Carlos do Carmo

    Notícias

    Esta canção, escrita a quatro mãos, tornou-se no hino de Lisboa. De uma Lisboa que ainda existe, que existirá sempre. Os bairros, o fado, a sua luz. Lisboa vive hoje de outros pregões, mas nem por isso deixa de ser uma cidade menina e moça, a mulher da vida de muitos. Esta é a terceira de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #4: 'Demagogia', por Lena d'Água

    Notícias

    'Demagogia' é uma canção da pré-ressaca do rock português. Uma canção politizada, de inquietação contra os políticos, uma canção de ressaca da saída de Lena d'Água da Salada de Frutas. Esta é a quarta de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa