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Arlindo Camacho

Rui Veloso: “Whisky, women and money. Estou a pagá-las”

Se pudesse, Rui Veloso mudava “muitas asneiras” que fez no passado. A celebrar 40 anos do mítico “Ar de Rock”, o músico tem olhado para trás e refletido sobre o seu percurso, chamando ao uísque a sua “droga dura”

Rui Veloso falou sobre os arrependimentos que guarda do passado, referindo-se a "whiskey, women and money" ("uísque, mulheres e dinheiro"): "estou a pagá-las. Se pudesse mudava esse lado". Em entrevista à revista Notícias Magazine, o músico defende que "aquilo era fuga para a frente. Fiz muita asneira, era um bocado maluco".

"Sempre gostei de erva, sempre falei abertamente sobre a legalização, mas nunca me habituei e também nunca fui de drogas duras. O uísque era a droga dura", acrescenta Veloso, "corria muito álcool. Foram anos e anos de noite, a deitar de manhã e levantar às seis da tarde. Ainda que sempre muito consciente de que aquilo não era vida, na fase da minha separação a coisa esteve muito complicada".

O músico assume que percebeu que "já estava a ser demais" e que foi o facto de ter saído de Lisboa o ajudou. "Se tivesse ficado em Lisboa não sei se estava vivo. Vir para aqui [Sintra] ajudou-me", acrescenta, antes de dizer "outros fizeram pior e ainda estão vivos. Olha o Keith Richards. Tantos barris de Jack Daniel's e vai enterrar-nos a todos".

Recorde-se que Rui Veloso foi convidado do Posto Emissor, podcast semanal da BLITZ, no início de julho, tendo também falado sobre a forma como os excessos do passado influenciam o seu futuro: "já tenho menos tempo, estou com 63 anos. Com a vida que fiz, também não posso esperar muitas benesses".