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Manel Cruz pelo fim da “ditadura da masculinidade”. “É tão bom ser mulher”

A voz dos Ornatos Violeta, que no ano passado se estreou a solo, publicou esta semana uma mensagem forte nas redes sociais, defendendo a libertação da “ditadura da masculinidade” e partilhando um preconceito que, ele próprio, soube ultrapassar

Manel Cruz, vocalista dos Ornatos Violeta a autor do álbum "Vida Nova", com o qual se estreou a solo em 2019, partilhou esta semana nas redes sociais uma forte mensagem a favor da liberdade de género. Na mesma, começa por assumir um preconceito que, ao longo dos tempos, soube ultrapassar.

“Dantes, quando reparava nos gestos femininos de um homem que acabara de 'sair do armário' pensava que os inventava”, revela. “Hoje percebo que apenas se libertava da ditadura da masculinidade. É tão bom ser mulher...”, concretiza. ("É tão bom ser mulher" é um verso da canção dos Ornatos Violeta, 'Deixa Morrer', incluída no álbum "O Monstro Precisa de Amigos", de 1999).

A imagem escolhida pelo também desenhador e artista gráfico é a de um dedo médio que se 'insurge', revelando contudo na unha do mesmo um coração vermelho pintado.

No passado fim de semana, também numa publicação nas redes sociais Facebook e Instagram, Manel Cruz emitiu a sua opinião sobre o partido Chega, designando a mensagem implícita no nome do partido como sendo “para preguiçosos”.

A voz dos Ornatos Violeta escreve que "o nome 'Chega!', para quem discorre sobre as intenções da comunicação publicitária, é a evidência formal da estratégia populista do partido em questão". Trata-se, segundo Cruz, de "uma espécie de proposta de birra a quem quiser recusar-se a continuar a evoluir".

"Não diria o mesmo se o nome fosse 'coragem!'", acrescenta o músico do Porto, "porque é precisa muita coragem para nos propormos desmontar os nossos preconceitos e medos, e para não desistir do 'projecto humanidade' nos momentos difíceis”.

"Chega", conclui, "é para os preguiçosos (ia dizer covardes, mas isso somos todos)".