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Ellen DeGeneres

Andrew Chin/Getty Images

Ellen DeGeneres reage a acusações de “racismo e intimidação” no seu programa. E já começaram a rolar cabeças

Depois de alguns dias em silêncio, a apresentadora norte-americana Ellen DeGeneres falou publicamente sobre as acusações de "racismo e intimidação" dirigidas aos produtores do seu programa de televisão

Depois de alguns dias em silêncio, Ellen DeGeneres falou finalmente sobre as acusações de "racismo e intimidação" dirigidas por antigos e atuais empregados à equipa de produção do seu talk show. A apresentadora pede desculpas numa mensagem enviada à sua equipa e entretanto também já se sabe que o produtor Ed Glavin abandonará o seu cargo.

"Ninguém deveria levantar a voz e toda a gente deveria se tratada com respeito", escreve DeGeneres na mensagem de pedido de desculpas, "obviamente, algo mudou, e eu estou desapontada por saber que não é este o caso. E peço desculpa por isso. Quem me conhece sabe que isso é o oposto daquilo em que acredito e que sempre quis para o nosso programa".

A apresentadora reconhece que não teria o sucesso que teve se não fossem os "contributos" dos seus empregados. "Não fui capaz de controlar tudo e apoiei-me noutros para que fizessem o seu trabalho da forma como sabiam que eu queria que fosse feito. Claramente, alguns não o fizeram. Isso vai mudar agora e comprometo-me a assegurar que isso não volta a acontecer".

"Também tenho vindo a descobrir que há pessoas que trabalham comigo e para mim que falam por mim e que não me representam como deve ser. Isso também tem de parar", acrescentou ainda, "como alguém que foi julgada e quase perdeu tudo por ser quem é, eu entendo verdadeiramente e sinto profunda compaixão por aqueles que são olhados de forma diferente ou tratados de forma injusta, desigual ou - pior ainda - negligenciados".

As acusações de antigos e atuais empregados foram feitas originalmente num artigo publicado pelo site Buzzfeed e esta semana foi revelado que tinha sido aberta uma investigação interna para apurar responsabilidades. Entre outras queixas, os funcionários falam de um "clima de medo" e um "ambiente tóxico".