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Patti Smith no Coliseu de Lisboa em 2015

Rita Carmo

Patti Smith no seu novo livro: “Lisboa é a cidade ideal para nos deixarmos levar pelo tempo”

O novo livro de memórias de Patti Smith, “O Ano do Macaco”, reflete sobre a passagem da artista por Lisboa

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

“Prolongo a minha estada na cidade de Pessoa, embora não seja fácil dizer o que ando bem a fazer. Lisboa é a cidade ideal para nos deixarmos levar pelo tempo”. As palavras são de Patti Smith no seu novo livro, “O Ano do Macaco” (no original, “Year of the Monkey”), a ser editado em Portugal pela Quetzal em agosto, numa tradução de Hélder Moura Pereira.

Recordando a sua passagem pela Casa Fernando Pessoa, em 2015, escreve Patti Smith: “Sou convidada a ficar o tempo que queira na encantadora biblioteca pessoal do poeta. Dão-me luvas brancas, o que me permite examinar alguns dos seus livros preferidos”.

“A gravação do poema 'Salutation to Walt Whitman', para o arquivo oral da Casa Fernando Pessoa, escrito [pelo] heterónimo Álvaro de Campos, foi para mim um momento de grande exaltação”, conta ainda. “Ao voltar para o hotel, passo pela estátua de bronze que o representa, sentindo que transmite uma certa ideia de movimento”.

“Num passeio ao crepúsculo, a música ecoa pela velha cidade, evocando em mim a voz harmoniosa do meu pai a trautear baixinho 'Lisbon Antigua', precisamente, uma das suas melodias favoritas. Lembro-me de, em criança, lhe ter perguntado o que queria dizer o título. Ele sorriu e disse que era um segredo”.

O Ano do Macaco, Patti Smith

O Ano do Macaco, Patti Smith