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Diva A ‘Rainha do Fado’ fotografada em 1955 em Lisboa, por Henri Cartier-Bresson, um dos fundadores da prestigiada agência de fotógrafos Magnum

Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos/Fotobanco.pt

100 anos de Amália. Quando ela voltou a ser obrigatória

Na década de 1980, os rumores sobre a morte artística de Amália revelaram-se profundamente exagerados. Por conta de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Miguel Esteves Cardoso e uma coletânea de êxitos, ela voltou a renascer das cinzas. David Ferreira, que foi seu editor, recorda-o

David Ferreira

No último trimestre de 1980, os inimigos de Amália respiravam fundo. Finalmente ela dava-lhes um álbum de que era fácil dizer mal! Do ponto de vista da composição, era difícil que um disco em que 10 das 11 músicas eram dos guitarristas Carlos Gonçalves e Fontes Rocha tivesse o nível dos álbuns com música de Alain Oulman. O acompanhamento — duas guitarras, viola e viola baixo — não tinha a clareza e o equilíbrio dos discos com dois ou três músicos. Os poemas eram todos de Amália — “quem é que ela se julga agora?” — e ficava fácil apedrejar quem acusavam de abandonar os poetas dos livros; que, afinal, tinha sido ela a impor, antes, e a ser criticada por isso...

Mas, sobretudo, a voz não era a mesma. Depois do susto que o coração lhe pregara no ano anterior, Amália deixara finalmente de fumar, e parecia que isso tinha precipitado o inevitável envelhecimento da sua voz. E a ‘nova’ voz limitava a riqueza das novas interpretações. Ainda por cima, a produção de Amália tinha-se tornado mais espaçada desde 1974 e o termo de comparação era o álbum “Cantigas Numa Língua Antiga”, publicado em 1977 mas gravado em 75.

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